Piratas da Somália que haviam sequestrado no ano passado um navio ucraniano carregado com 33 tanques, lança-foguetes e outras armas abandonaram nesta quinta-feira a embarcação.

Os donos do navio MV Faina teriam supostamente pago aos piratas um resgate US$ 3,2 milhões na quarta-feira, depois de meses de negociações.

A presidência da Ucrânia disse em um comunicado que os 20 tripulantes do navio estão seguros e em bom estado de saúde, e o MV Faina agora está protegido da Marinha americana.

Os piratas invadiram a embarcação em 25 de setembro, quando o navio ucraniano seguia para o porto de Mombasa, no Quênia.

Desde então o MV Faina ficou ancorado na cidade somali de Harardhere, junto com outros navios que foram tomados pelos piratas. O destino do carregamento ainda está sendo discutido.

O governo do Quênia reivindica ser o dono das armas, mas os documentos do navio sugerem que o destino final das armas era o sul do Sudão.

Analistas afirmam que seria constrangedor para o governo queniano se for comprovado que o país está fornecendo armas para para rebeldes do país vizinho.

O Quênia ajudou a fechar o acordo que encerrou a guerra civil entre sul do Sudão e o governo em 2005.

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