Piratas detidos pela França chegam ao Quênia para serem entregues à Justiça

Nairóbi, 22 abr (EFE).- Os 11 piratas detidos pela Marinha francesa na semana passada chegaram hoje ao porto queniano de Mombaça, a bordo da fragata Nivose, que os entregará às autoridades do Quênia, informou à Agência Efe Andrew Mwangura, diretor do Programa de Assistência Marítima (PAM) do Leste da África.

EFE |

Os piratas foram detidos pela embarcação de guerra francesa no último dia 15, quando tentavam seqüestrar o cargueiro de propriedade grega e bandeira liberiana "Safmarine Asia".

Segundo o Ministério da Defesa francês, a operação que frustrou o sequestro transcorreu cerca de 500 milhas (900 quilômetros) ao leste de Mombaça.

Os piratas, segundo informações oficiais da França, "navegavam num barco-tanque de 10 metros de comprimento, que transportava 17 recipientes de 200 litros de combustível e dois esquifes (navios pequenos) de assalto".

O "Nivose" é a único embarcação francesa das oito que integram a frota da missão Atalanta, organizada pela União Europeia (UE) e que começou a operar em dezembro de 2008 para proteger os navios que circulam nos 3.000 quilômetros de costa entre o Golfo de Áden e as Ilhas Seychelles.

Como a França decidiu entregar os piratas à Justiça de Mombaça, esta ficará encarregada de processar o grupo, segundo um acordo firmado com o bloco europeu.

Caso os 11 piratas sejam declarados culpados e condenados à prisão, se juntarão aos 42 que já estão presos na cidade queniana, sede do PAM.

Já os outros três piratas capturados pela Marinha francesa na operação de resgate de um iate francês com uma família a bordo, durante a qual morreram o proprietário do navio e dois dos seqüestradores, foram levados para a França, onde foram acusados de sequestro e estão presos.

Esses piratas, de entre 23 e 27 anos, podem ser condenados à prisão perpétua.

Além desses, mais 12 piratas se encontram em prisões francesas, por, em 2008, terem tomado outros dois navios também em frente à costa na costa da Somália: o "Ponant" e o "Carré d'As". EFE pa/sc

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