Cairo, 19 nov (EFE).- As autoridades do Canal de Suez, no Egito, asseguraram hoje que o aumento da pirataria no litoral da Somália não afetou o tráfego marítimo do canal e que não esperam uma grande repercussão.

Assim o expressou à Agência Efe o responsável do escritório de informação do Canal, Tareq Hasanein, por telefone.

Hasanein afirmou que, em outubro, registrou uma receita de US$ 470 milhões derivada do trânsito marítimo, superior à de setembro, que foi de US$ 469,7 milhões.

Além disso, o responsável ressaltou que a média diária de mercadorias, medida em milhões de toneladas, também aumentou nos últimos meses, "os mais afetados pela crise dos corsários".

Ele especificou que de janeiro a julho cruzaram o Canal de Suez uma média diária de 2,4 milhões de toneladas de mercadoria, número que aumentou para 2,6 milhões de toneladas diárias entre julho e setembro.

Hasanein acrescentou não considerar que os seqüestros de navios ao longo costa da Somália tenham "uma grande repercussão no tráfego de navios que passam pelo Canal de Suez porque não existe uma relação direta com a costa somali".

"Os navios que se movimentam pelas rotas marítimas internacionais não têm nenhum problema e este é o caso da maioria dos navios que cruzam o canal", disse.

Ele explicou que estas rotas se encontram muito afastadas do litoral e que o problema se produz quando as embarcações se aproximam da costa da Somália.

Sobre a captura do petroleiro saudita "Sirius Star", abordado a cerca de 900 milhas náuticas (1.700 quilômetros) de Eyl, no norte da Somália, Hasanein insistiu em que não provinha do Canal de Suez.

As águas do Golfo de Áden, passagem obrigado entre o oceano Índico e o Mar Mediterrâneo para navios que atravessam o Canal de Suez são consideradas agora as mais perigosas do mundo junto com as da Nigéria. EFE jfu/jp

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