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Pirataria na Somália, uma conseqüência do caos político no país

Mogadíscio, 20 dez (EFE) - A ameaça dos piratas, que colocam em risco o tráfego marítimo em torno do Chifre da África, é a conseqüência do caos político que reina na Somália, um país sem um poder firme desde que, em 1991, o ditador Siad Barre foi deposto por diferentes clãs que repartiram o território. A pirataria é também o último elo em uma cadeia de fracassos do Governo Federal de Transição, criado em 2004 com o apoio da ONU e respaldado por tropas etíopes, que deixou a Somália a ponto de cair nas mãos das milícias islâmicas. Jean Ping, Presidente da Comissão da União Africana (UA), ressaltou que o aumento da pirataria é indicativo da deterioração da política na Somália, que terá conseqüências negativas, não só para o país, mas para toda a comunidade internacional. Grupos de piratas, que têm seus refúgios na Puntlândia, a região semi-autônoma do norte do país, atuam sem repressão nas águas somalis desde 2005 e, este ano, suas atividades se intensificaram com o seqüestro de mais de 80 navios, por cujo resgate, segundo a ONU, já receberam mais de US$ 30 milhões. Entre esses navios esteve o pesqueiro espanhol Playa de Bakio, com 13 tripulantes espanhóis e outros 13 africanos a bordo, que ficou uma semana seqüestrado, entre 20 e 26 de abril, e que foi libertado após o pagamento de um resgate. Em 26 de setembro, os piratas capturaram o cargueiro ucraniano Faina, que tem a bordo 30 tanques de guerra e outros armamentos destinados ao Quênia, pelo qua...

EFE |

Enquanto os piratas prosperam, a instabilidade do Governo do Presidente somali, Abdullahi Yousef Ahmed, fez diminuir a esperança do povo de ter um Executivo efetivo e as da comunidade internacional de ver uma Somália estável.

Yousef Ahmed entrou em conflito com o ex-primeiro-ministro Nour Hassan Hussein e com o Parlamento desde que decidiu destituir o primeiro e nomear um novo chefe do Executivo, decisão que foi rejeitada pela Assembléia Nacional.

"O presidente é o chefe da República e pode nomear um novo primeiro-ministro, mas não tem o poder necessário para destituí-lo", alega o porta-voz da Assembléia Nacional, Adan Mohammed Noor.

Em 15 de novembro, o presidente admitiu em Nairóbi que seu Executivo tinha fracassado: "Não há Governo na Somália e o Parlamento deve pensar no futuro do país e em sua segurança".

Apesar disso, o Governo e uma das facções islâmicas, a Aliança para a Nova Libertação da Somália (ARS) - relativamente moderada -, assinaram em 26 de novembro um pacto para dividir o poder.

O chefe da delegação islâmica, Abdulrahman Abdishakur, disse que o acordo poderia pôr fim à caótica situação política que impera na Somália, embora tenha vinculado o mesmo a uma retirada das tropas etíopes.

"Aceitamos este acordo porque é o primeiro passo que nos permitirá tirar a Somália do caos político, mas antes que o levemos à prática queremos que as tropas etíopes se retirem do país", ressaltou. EFE aa/ab/db/mh

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