Santiago do Chile, 21 jan (EFE).- O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, afirmou ontem na cidade de Coquimbo, no norte do país, que respeita todos os países e Governos, mas que também tem direito de opinar, ao responder críticas feitas nesta terça-feira pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Durante um ato em Caracas, Chávez pediu a Piñera para que se ocupe de resolver os problemas de seu país e não se meta com a Venezuela.

"Não nos metemos com os chilenos, que o novo Governo do Chile não se meta conosco", afirmou o presidente venezuelano.

"Esperamos que Piñera não pretenda transformar o Chile em outra plataforma de ataque à Venezuela", acrescentou, ao se referir a declarações de Piñera na segunda-feira passada, quando em reunião com a imprensa estrangeira disse que tinha profundas diferenças com o venezuelano, "pela forma como pratica a democracia e pelo modelo econômico".

Chávez também questionou Piñera por sua fortuna, ao dizer que "não é recomendável que uma pessoa tão rica seja presidente de um país", mas falou também que "o povo do Chile sabe o que fez".

Na noite de quarta-feira, o presidente chileno eleito alegou ter dito que "a forma como queremos a democracia e o modelo de desenvolvimento econômico no Chile é muito diferente da fórmula que o presidente Chávez está implantando na Venezuela", acrescentou.

"Dizemos isso com clareza, mas com muito respeito", disse Piñera, que esteve na cidade de Coquimbo para o amistoso entre as seleções de futebol de Chile e Panamá, vencido pelos chilenos por 2 a 1.

Piñera se encontrará com Chávez e os demais governantes da América Latina na Cúpula do Grupo do Rio que será realizada em fevereiro em Cancún (México). Ele só toma posse em março, mas foi convidado para a reunião pela presidente chilena, Michelle Bachelet.

EFE ns/bba

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