Piñera prevê 60 dias para restabelecer educação e saúde no Chile

Santiago do Chile, 13 mar (EFE).- O presidente do Chile, Sebastián Piñera, fixou hoje um prazo de dois meses para restabelecer a normalidade nas áreas de saúde, educação e viação, após o devastador terremoto de 27 de fevereiro.

EFE |

O compromisso foi mostrado por Piñera no início de uma visita de dois dias às regiões de Maule e Bío-Bío, ambas no sul e as mais castigadas pelo sismo. Ali, anunciou também um plano para a reconstrução de um milhão de casas.

O presidente começou o dia com uma visita à cidade de Concepción, a 515 quilômetros de Santiago e que hoje acordou com um novo tremor de 5,8 graus Richter.

Concretamente, Piñera exigiu ao ministro da Educação, Joaquín Lavín, que em um prazo de 45 dias os cerca de 1,2 milhão de crianças que ainda não iniciaram as aulas voltem a estudar.

O próprio Lavín estimou hoje que cerca de 560 mil alunos não vão poder voltar a suas escolas originais e deverão ser realocados em outras. Segundo ele, o prejuízo do terremoto no setor educativo chega a US$ 2,1 bilhões.

Piñera pediu ao ministro da Saúde, Jaime Mañalich, que normalize o atendimento através de hospitais de campanha e emergência, dado que 18 centros públicos do país estão danificados por causa do sismo.

Já o ministro de Obras Públicas, Hernán de Solminihac, deverá se ocupar da reparação das infraestruturas mais urgentes para que a capacidade de produção do país seja retomada.

Mañalich e Solminihac cifraram os danos do terremoto em cerca de US$ 3,6 bilhões no caso dos hospitais e de US$ 1,2 bilhão no de infraestruturas públicas.

Na sexta-feira, Piñera colocou o prejuízo total gerado na tragédia em perto de US$ 30 bilhões. EFE frf/rr

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