Santiago do Chile, 31 mar (EFE).- O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou hoje o fim do estado de exceção constitucional no Maule e em Bío Bío, no entanto os militares seguem presentes nestas regiões, as mais atingidas pelo terremoto do dia 27 de fevereiro.

As Forças Armadas permanecerão na zona devastada a fim de colaborar nas tarefas de reconstrução e apoiar às vítimas, explicou o líder. O presidente deve manter o estado de catástrofe nas seis regiões afetadas, que vão de Valparaíso até Araucanía.

O anúncio foi feito no vencimento do prazo de 30 dias do decreto ditado pela então presidente, Michelle Bachelet, que estabeleceu o estado de exceção nas regiões sulinas do Maule e Bío Bío devido, entre outras razões, aos desmandos produziram nos dois primeiros dias após o terremoto, que teve um magnitude de 8,8 graus na escala Richter.

Segundo o artigo 41 da Constituição chilena, o estado de exceção por catástrofe se emprega para garantir a ordem pública nas zonas mais afetadas por desastres naturais.

O seu fim põe fim também a autoridade militar sobre as duas regiões e as medidas tomadas durante este mês para o controle da zona, entre elas o toque de recolher.

Piñera explicou que "superada a primeira etapa da emergência cidadã, que consistiu em assumir as tarefas próprias dos primeiros dias da catástrofe", o Governo se compromete a trabalhar na etapa de emergência outono-inverno e na fase de reconstrução.

"Já foram compradas mais de 40 mil casas de emergência e mais de 30 mil barrascas de campanha para os próximos meses", assinalou Piñera, que ressaltou que foi feito "um enorme esforço" para reorganizar as famílias.

Após reconhecer que "ainda há grupos de população que precisam de abastecimento de água potável e eletricidade" imediatamente, o presidente afirmou que não poupará esforços para a reconstrução.

Ele enfatizou que seu Governo "já elaborou um plano sólido para enfrentar a emergência cidadã, a emergência de outono-inverno e iniciar os trabalhos de reconstrução".

O terremoto e o posterior maremoto que assolaram o centro e o sul do Chile deixaram 432 vítimas mortais, 800 mil desabrigados e perdas estimadas em US$ 30 bilhões. EFE rt/pb

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