Santiago do Chile, 15 jan (EFE).- O candidato da oposição direitista à Presidência do Chile, Sebastián Piñera, disse hoje que há um abusivo intervencionismo do Governo para impedir sua vitória no segundo turno das eleições chilenas, marcado para este domingo.

"A campanha de intervenção que o Governo fez não é justa, não é limpa", afirmou em declarações à rádio "Cooperativa".

"O que o Governo fez é abusivo: uso e abuso dos recursos públicos, uso e abuso das instituições públicas, uso e abuso inclusive dos funcionários públicos", ressaltou o candidato da oposição.

Principal acionista da companhia aérea Lan e dono de várias outras empresas, Piñera venceu o primeiro turno das eleições com 44,03% dos votos e enfrenta neste domingo o governista Eduardo Frei, que obteve 29,60%.

Essa ampla diferença, no entanto, diminuiu nas últimas semanas e chegou até 1,8 ponto percentual, segundo as pesquisas mais recentes.

A campanha eleitoral chilena foi encerrada à 0h de hoje (1h de Brasília).

Piñera minimizou o fato de não ter se desligado de seus negócios, algo que lhe valeu muitas críticas durante a disputa eleitoral.

"Muito mais importante do que separar os negócios da política é separar as negociatas da política, e infelizmente vimos muitas negociatas durante estes últimos Governos", afirmou.

Para Piñera, é "uma asneira" pedir que diga quando vai se dissociar de seus negócios.

"Antes de 11 de março (data em que o novo presidente tomará posse) vou vender algumas empresas para poder me dedicar à vocação da minha vida, que é ser um presidente muito bom", acrescentou.

Piñera disse que, se ganhar, fará um Governo "para todos os chilenos, de união nacional" e se declarou convencido de que vencerá "de forma forte e clara" para obter "um triunfo histórico".

A última vez em que a direita ganhou uma eleição presidencial no Chile foi em 1958, com Jorge Alessandri Rodríguez. EFE ns/bba

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