O presidente eleito do Chile, o empresário Sebastián Piñera, trabalha a partir desta segunda-feira para formar a sua equipe de governo, cuja capacidade negociadora será chave para alcançar acordos em um Parlamento no qual a oposição é a maioria." / O presidente eleito do Chile, o empresário Sebastián Piñera, trabalha a partir desta segunda-feira para formar a sua equipe de governo, cuja capacidade negociadora será chave para alcançar acordos em um Parlamento no qual a oposição é a maioria." /

Piñera começa a preparar seu governo com a oposição em maioria no Parlamento

SANTIAGO DO CHILE - http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/17/pinera+e+oficialmente+o+vencedor+das+eleicoes+presidenciais+no+chile+9343156.htmlO presidente eleito do Chile, o empresário Sebastián Piñera, trabalha a partir desta segunda-feira para formar a sua equipe de governo, cuja capacidade negociadora será chave para alcançar acordos em um Parlamento no qual a oposição é a maioria.

EFE |

Por isso, após sua vitória eleitoral, que representa o retorno ao poder da direita chilena pela via democrática desde 1958, anunciou um "governo de união nacional" e invocou a política de acordos que nos anos 90 permitiu alcançar consensos em matéria legislativa.

A possibilidade de reviver essa política de acordos entre a coalizão de centro-esquerda Concertación, que governou o país pelos últimos 20 anos, e a direita chilena dependerá da capacidade de negociação da autoridade que ocupar o Ministério da Presidência, um posto-chave que faz a ligação entre o Executivo e o Legislativo.

Piñera (esq.) recebe os cumprimentos do candidato derrotado, Eduardo Frei

Piñera (esq.) recebe os cumprimentos de Eduardo Frei



Fontes da coalizão direitista mencionaram como possível titular ao cargo o economista Cristián Larroulet, que declarou nesta segunda-feira que o governo de Piñera,  um dos homens mais ricos do Chile , "não será de direita".

Após a eleição parlamentar de dezembro, a Concertación ficou com maioria de 19 cadeiras contra 16 no Senado. Na Câmara dos Deputados, a direita terá 58 cadeiras e a Concertación, 54.

Mas haverá também três deputados comunistas, três do Partido Regionalista Independente (PRI) e dois independentes que serão chaves na hora de negociar os projetos, conforme disse à EFE o analista Santiago Escobar.

Os projetos do presidente eleito apontarão para a criação de um milhão de empregos, para a melhoria da administração da Justiça e aperfeiçoamento das políticas educativas, de habitação e de saúde e ainda para o aumento do crescimento econômico, entre outros objetivos.

Piñera, que se mostrou conciliador após sua vitória, afirmou que fará um governo "com os melhores, os mais preparados, honestos e com maior vocação para o serviço público" e prometeu "fortalecer e ampliar" a rede de proteção social desenvolvida por Michelle Bachelet.

Segundo os analistas, essas expressões reforçam a impressão que o próximo governo chileno evitará o confronto.

Piñera obteve 53,60% dos votos, 3,21 pontos de vantagem sobre o candidato governista, Eduardo Frei, que alcançou 48,39%, pelo último cômputo eleitoral divulgado nesta segunda-feira.

No primeiro dia de reuniões, o presidente eleito se encontrou com diversas autoridades, entre elas a presidente Michelle Bachelet, com quem conversou por 40 minutos.

A presidente saiu em silêncio da reunião na casa do empresário, mas mais tarde, no Palácio de La Moneda, disse que tinha convidado o seu sucessor à Cúpula do Grupo do Rio, que será realizada em 21 de fevereiro em Cancún (México) e na qual o Chile assumirá a presidência temporária da instância.

"Convidei Sebastián Piñera a me acompanhar à Cúpula de Rio, na qual terá a oportunidade de interagir e ser apresentado aos líderes da região", disse Bachelet, que reiterou sua intenção de governar "até o último dia".

Piñera também se reuniu nesta segunda-feira com os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados e com as autoridades religiosas.

O presidente eleito recebeu mensagens de felicitações dos governantes da maioria dos países latino-americanos e europeus, entre eles o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.

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