Piñera: 70 mil estudantes do ensino médio perderão ano letivo

Presidente chileno diz que alunos não se inscreveram para recuperar aulas perdidas em meio à paralização por melhorias no ensino

iG São Paulo |

Reuters
Piñera participa de celebração do aniversário da independência do Chile em Santiago (18/09)
O presidente do Chile, Sebastián Piñera, afirmou na segunda-feira que 70 mil estudantes do ensino médio perderão o ano letivo após quatro meses de paralização das aulas por causa de mobilizações estudantis por melhorias da educação pública.

O número equivale a 2% do total de estudantes matriculados no ensino médio no país. Desde maio os estudantes chilenos realizam manifestações que incluem marchas, ocupações de colégios e greves de fome.

Piñera afirmou que os alunos vão perder o ano porque não se inscreveram em um plano do governo apresentado em agosto para que pudessem recuperar as aulas perdidas.

"É muito doloroso ver como 70 mil crianças perderão seu ano letivo, mas um presidente tem que se preocupar com três milhões e meio de estudantes que necessitam iniciar o segundo semestre e seguir avançando", afirmou.

Segundo dados do governo, mais de 160 mil jovens se inscreveram no programa, que prevê ajudar as turmas em colégios que não estão ocupados, além da realização de provas em suas casas com uma preparação prévia pela internet.

O sistema educacional dos ensinos fundamental e médio exige 85% de presença dos alunos durante o ano escolar. Se as faltas ultrapassarem a margem de 15%, eles repetem o ano.

Universitários e professores também aderiram às mobilizações e estiveram presentes em grandes manifestações estudantis, o que influenciou na queda da popularidade do presidente para 27%, a pior registrada por um líder desde o retorno do Chile à democracia.

Os protestos eclodiram em maio para exigir mais verbas para a educação. O Chile conta com um dos sistemas educacionais mais privatizados do mundo depois das reformas realizadas pelo ditador Augusto Pinochet (1973-1990).

Com AFP e EFE

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