Pilotos que dormiram durante vôo poderão voltar a trabalhar

Dois pilotos de um avião comercial que dormiram na cabine e passaram do aeroporto no Havaí onde deveriam pousar, poderão voltar ao trabalho. No começo de 2008 os pilotos da companhia Go!, que faziam o vôo entre Honolulu e Hilo, passaram de seu ponto de pouso em mais de 24 quilômetros, quando estavam a 6,4 mil metros de altura, segundo o jornal local Star Bulletin.

BBC Brasil |

Os pilotos foram demitidos da companhia aérea e também suspensos pela Autoridade Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês).

O piloto Scott Oltman foi suspenso por 60 dias por violar duas regulamentações da FAA: operação negligente e imprudente de uma aeronave, colocando em risco a vida ou propriedade de outra pessoa; e a falta de comunicações de rádio necessárias.

A FAA também suspendeu a licença do piloto Dillon Shelpey por 45 dias, também por operação negligente e imprudente de uma aeronave.

Mas a Autoridade Federal de Aviação informou que os dois pilotos tiveram o período de suspensão encerrado no dia 9 de setembro.

Distúrbio do sono
O incidente ocorreu no dia 13 de fevereiro de 2008, quando o vôo que levava 40 passageiros e um comissário de bordo ultrapassou em 24 quilômetros seu local de pouso, antes de voltar e aterrissar.

Controladores de vôo notaram a irregularidade e tentaram entrar em contato com a cabine mais de dez vezes, sem obter resposta por 17 minutos.

O contato foi restabelecido quase no último minuto do vôo, que inicialmente deveria durar 44 minutos, mas chegou a 45, e os pilotos receberam ordens para pousar.

A companhia aérea demitiu os dois pilotos no dia 13 de abril.

Em junho a Diretoria Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos determinou que os dois pilotos "adormeceram de forma não intencional".

Depois do incidente de fevereiro Oltman foi diagnosticado com "apnéia obstrutiva do sono grave", que causa várias paradas respiratórias durante o sono, o que faz com que a pessoa não tenha uma noite de descanso satisfatória.

A empresa aérea não foi processada, pois teria agido de acordo com as regras e ofereceu aos dois pilotos os intervalos para descanso necessários entre vôos.

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