Pilotos e comissários da British Airways confirmam greve

Representantes de pilotos e comissários de bordo da companhia aérea British Airways (BA) confirmaram nesta sexta-feira o início de uma paralisação de três dias a partir deste sábado contra planos de reestruturação da empresa, depois que fracassaram negociações de última hora para impedir a greve. A expectativa é de que um total de 1,1 mil voos de um total de 1.

BBC Brasil |

950 marcados para os dias de protesto sejam cancelados.

Nos nove últimos meses de 2009, a empresa registrou um prejuízo de 342 milhões de libras (cerca de R$ 922 milhões).

Diante dos maus resultados, a BA anunciou que pretende reduzir o número de tripulantes em voos de longa distância de 15 para 14 e congelar os salários por dois anos.

Em todo o mundo, a BA pretende eliminar 4,9 mil postos de trabalho até o fim de março.

Tom Woodley, secretário-geral do sindicato representante da categoria, o Unite, acusou a BA de querer uma "guerra" com o sindicato.

Por sua vez, o presidente da companhia aérea britânica, Willie Walsh, afirmou que a greve é "profundamente lamentável".

Plano de contingência
Depois do anúncio da greve, a British Airways anunciou um plano de contingência que vai permitir que 65% de seus clientes sejam atendidos durante o período de greve.

Todos os voos de longa distância e mais da metade dos voos mais curtos devem ser realizados normalmente a partir do aeroporto de Gatwick, ao sul de Londres.

Já no aeroporto de Heathrow, o mais importante que atende a capital britânica, mais de 60% dos voos de longa distância vão operar normalmente, e apenas 30% dos voos mais curtos devem ser realizados, segundo a previsão da empresa.

A empresa afirmou que não há indicação de alteração dos voos que opera do Brasil, de São Paulo e do Rio de Janeiro a Londres ou Buenos Aires, no primeiro período da greve, entre 20 e 22 de março.

A British Airways, entretanto, recomenda que passageiros chequem regularmente sua página na internet para verificar possíveis alterações.

A verificação é recomendável especialmente para passageiros que fazem conexões em Londres ou Buenos Aires para outros destinos.

Em sua página na internet, a companhia afirma que, para atender seus passageiros durante a greve, vai usar até 22 aeronaves, com suas respectivas tripulações, que serão emprestadas por outras oito empresas diferentes da Grã-Bretanha e Europa.

Os grevistas anunciaram que pretendem realizar outra paralisação no dia 27 de março caso não haja avanços nas negociações com a empresa.

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