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Piloto holandês é preso por vôos da morte na Argentina

AMSTERDÃ - Autoridades espanholas prenderam um piloto da companhia aérea holandesa Transavia sob acusações de que ele pilotou os vôos da morte para o governo argentino durante a ditadura militar, afirmou o porta-voz do Ministério do Exterior da Holanda nesta quarta-feira.

Redação com agências internacionais |

O piloto, que possui passaporte argentino e holandês, foi preso na terça-feira à noite por pedido do governo argentino e está atualmente sob custódia, afirmou o porta-voz.

Uma porta-voz da Transavia, empresa controlada pela Air France-KLM, confirmou a prisão na cidade espanhola de Valencia e disse que o piloto voou para lá na terça-feira.

Ela preferiu não informar seu nome, idade ou por quanto tempo ele trabalha para empresa, mas disse que a empresa têm mantido contato com ele desde a prisão.

Autoridades espanholas não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

Um relatório do governo argentino diz que mais de 11 mil pessoas morreram ou desapareceram durante a chamada "Guerra Suja", um confronto entre esquerdistas e outros opositores ao regime militar que vigorou no país entre 1976 e 1983.

Grupos relacionados aos direitos humanos estimam um número próximo de 30 mil mortos.

Em 2005, a Suprema Corte da Argentina, a pedido do então presidente Nestor Kirchner, aprovou duas leis de anistia que blindou centenas de ex-militares de acusações de crimes e abusos dos direitos humanos durante a ditadura.

Ativistas dos direitos humanos afirmam que uma das táticas do regime era o uso dos chamados "vôos da morte", nos quais as pessoas eram atiradas de helicópteros ou aviões a rios ou no oceano Atlântico para se afogarem.

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