Piloto afegão mata oito soldados da Otan em Cabul

Incidente em base aérea localizada no aeroporto da capital do Afeganistão também matou um empreiteiro

iG São Paulo |

Oito soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e um empreiteiro foram mortos nesta quarta-feira depois que um piloto afegão abriu fogo em uma base aérea militar localizada no aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão.

De acordo com a agência AP, o ataque ocorreu após uma "discussão", mas a Otan não deu mais detalhes. Também não há informações sobre a nacionalidades dos militares mortos.

Este é o pior incidente no qual um integrante das forças de segurança afegãs se voltaram contra a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

AP
Soldados afegãos olham por janela de segurança em portão do aeroporto depois das nove mortes em Cabul, no Afeganistão
Até então, o pior incidente tinha acontecido em 16 de abril, quando um soldado do Afeganistão detonou explosivos em uma reunião entre tropas afegãs e da Otan na província de Laghman. Na ocasião, foram mortos seis soldados da organização, quatro soldados afegãos e um intérprete.

I nterpol

Também nesta quarta-feira, a Interpol fez críticas duras aos países-membros das forças internacionais da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que combatem insurgentes no Afeganistão, por não fornecerem equipamento e treinamento adequados à polícia afegã.

O chefe da agência internacional de polícia, Ronald Noble, afirmou que as autoridades afegãs não arquivam ou tiram fotos, impressões digitais e amostras de DNA dos acusados que são detidos, o que significa que não há como procurá-los em caso de fuga. Ele chamou isso de "uma falha inaceitável na segurança global'.

Os comentários foram feitos dias depois que quase 500 militantes do Taleban conseguiram escapar da principal prisão de Candahar, a segunda maior cidade do Afeganistão. Segundo as autoridades, militantes cavaram um túnel de 320 metros ao longo de cinco meses, e o túnel finalmente alcançou as celas da prisão na noite do último domingo.

A fuga ocorreu na prisão de Sarposa, em Candahar, a mesma da qual quase 900 presos fugiram em junho de 2008. A Interpol ainda não recebeu informações sobre esses foragidos para distribuir para polícias de outros países. "É simplesmente chocante que, três anos depois da maior fuga de prisão na história do Afeganistão, incluindo a fuga de terroristas condenados, não há dados para compartilhar com a polícia regionalmente ou globalmente", afirmou Noble, segundo o site da Interpol.

Em sua declaração divulgada nesta quarta-feira, Noble alegou que as falhas na identificação colocam em risco a segurança de vários países. "Até que essa grande falha nos esforços mundiais contra o terrorismo seja corrigida, nenhum país pode se considerar a salvo de criminosos e terroristas que estão tendo, essencialmente, a oportunidade de viajar internacionalmente, fugir da captura e participar de atividades terroristas futuras", afirmou.

*Com BBC e AP

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