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Piedad Córdoba duvida que computadores de Reyes não foram manipulados

Lima, 15 mai (EFE).- A senadora colombiana Piedad Córdoba disse hoje em Lima não acreditar que os computadores de Raúl Reyes, ex-guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), morto em 1º de março, contêm informação que demonstre a vinculação dessa guerrilha com os países vizinhos da Colômbia.

EFE |

Córdoba fez essa afirmação em um recesso da III Cúpula dos Povos das Américas, realizada em Lima em paralelo à 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (LAC-EU, na sigla em inglês).

Suas declarações foram feitas logo após o anúncio das conclusões de uma investigação feita pela Interpol sobre os laptops que pertenceram a Luis Edgar Devia, conhecido como "Raúl Reyes".

Uma comissão da Polícia internacional informou hoje que não encontrou evidências de manipulação do conteúdo de três computadores, que foram recolhidos por militares colombianos no acampamento das Farc no Equador.

"A Interpol conclui que não houve nenhum tipo de alteração, repito, nenhuma alteração das informações da evidência computacional", declarou o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, ao apresentar à imprensa os resultados do trabalho de "informática forense" realizado pela entidade, a pedido do Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Córdoba, no entanto, disse várias vezes que não acredita que o conteúdo dos computadores de "Raúl Reyes" seja verdadeiro: "Se esses computadores não tivessem sido manipulados, a informação não teria porque ter vazado para outros lugares", afirmou Piedad Córdoba, referindo-se ao fato de a notícia ter saído em diversos jornais estrangeiros.

"Tenho a mais absoluta certeza de que a informação foi introduzida de maneira tendenciosa exatamente para desqualificar quem não está de acordo com a política intervencionista de (George) Bush (presidente dos Estados Unidos)".

Para a senadora, muito vinculada ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, uma prova de que a informação foi manipulada é que os computadores portáteis de "Reyes" dificilmente poderiam resistir a um ataque aéreo com bombas como o do exército colombiano.

Segundo Piedad Córdoba, desta maneira, o presidente Álvaro Uribe pretende "distrair a atenção" sobre a crise interna colombiana.

Perguntada pela elevada popularidade de Uribe - que tem a aprovação de 82% da população, segundo as últimas enquetes - ela disse que o apóio deve-se ao fato de que os meios de imprensa têm a capacidade de manipular a sociedade.

De acordo com as matérias publicadas nos últimos dias, nos documentos contidos nos computadores de "Raúl Reyes" há provas da existência de nexos entre as Farc e os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Venezuela, Hugo Chávez. EFE mf/fb

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