Bogotá, 29 jan (EFE).- O ex-governador colombiano Alan Jara, um dos seis sequestrados que serão libertados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), esteve perto de morrer, após ficar preso em uma troca de tiros há poucos dias, assegurou hoje a senadora opositora Piedad Córdoba.

A legisladora, que coordena os preparativos para a libertação dos reféns, afirmou aos jornalistas que Jara, ex-governador do departamento de Meta e que está em poder das Farc desde 2001, se encontrava em uma região na qual supostamente insurgentes e militares se enfrentaram.

"Há quatro dias nos disseram que Alan Jara quase foi morto. Então o melhor é apressar a entrega para que a vida de nenhuma das pessoas que estão sequestradas corra riscos", disse a senadora.

Em 21 de dezembro, as Farc anunciaram que libertariam os seis reféns, dois políticos, três policiais e um militar, a delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), e escolheram Piedad Córdoba como líder da operação.

"Vocês sabem que nós estamos fazendo esta tarefa no meio do que é a política de segurança democrática", disse Córdoba, em alusão ao programa eixo da Administração do presidente Álvaro Uribe.

Ela acrescentou que existe o risco de "que algumas das pessoas (sequestradas) possam morrer".

A operação será liderada por Piedad Córdoba e delegados do CICV, e será feita em helicópteros civis fornecidos pelo Brasil. EFE gta/db

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