O Produto Interno Bruto (PIB) na área da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sofreu uma queda recorde de 1,5% no quarto trimestre de 2008 em relação ao trimestre imediatamente anterior, de acordo com estimativas preliminares. Trata-se da maior queda desde que a OCDE começou a registrar seus dados, em 1960.

Entre os países afetados estão os Estados Unidos (com uma queda de 1%), a Grã-Bretanha (com queda de 1,5%), Itália (- 1,8%), Alemanha (- 2,1%) e Japão (- 3,3%). Também são membros da OCDE outros países da União Européia, Canadá, Coréia do Sul, México, Turquia, Islândia, Suíça, Austrália e Nova Zelândia.

Em relação ao mesmo trimestre no ano de 2007, a queda média foi de 1,1%, novamente "puxada" pelo mau desempenho de Japão (queda de 4,6%), Itália (- 2,6%), Grã-Bretanha (-1,8%) e Alemanha (-1,6%). Nos Estados Unidos, a queda neste critério foi de 0,2%.

Na segunda-feira, o Japão anunciou que seu PIB registrou uma contração de 12,7% no último trimestre de 2008 em comparação ao mesmo período de 2007, e de 3,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Os dados indicam o pior desempenho da economia do país desde 1974, quando, em plena crise do petróleo, houve uma queda de 3,4% no primeiro trimestre em comparação ao anterior, e de 13,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

No último dia 6, a OCDE divulgou um relatório que prevê uma deterioração da situação econômica no Brasil no curto prazo.

Mas, segundo a organização, as perspectivas para a economia brasileira, que deverá "sofrer desaceleração", ainda continuam sendo melhores do que a dos países ricos e grandes emergentes, que deverão registrar "forte desaceleração". O Brasil não é membro da OCDE.

Os dados do PIB nos países membros da entidade relativos ao primeiro trimestre de 2009 serão divulgados no final de maio.

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