PIB da zona do euro tem queda recorde no 4o tri de 2008

Por Jan Strupczewski BRUXELAS (Reuters) - A economia da zona do euro teve a maior contração já registrada no quatro trimestre de 2008, mostraram dados divulgados nesta sexta-feira, o que aumenta a pressão para que o Banco Central Europeu (BCE) corte a taxa básica de juro em 50 pontos-base dentro de três semanas.

Reuters |

O Produto Interno Bruto (PIB) da região que agrega os 15 países que usam o euro como moeda encolheu 1,5 por cento nos últimos três meses de 2008 ante o trimestre anterior. Na comparação anual a queda foi de 1,2 por cento, informou a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

"Agora é oficial: a economia da zona do euro está na mais profunda recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial", afirmou Christoph Weil, economista do Commerzbank.

"O colapso das exportações e a forte retração dos investimentos foram, provavelmente, as principais razões para o tombo", acrescentou.

Economistas consultados pela Reuters esperavam uma queda de 1,3 por cento trimestre contra trimestre, depois da contração de 0,2 por cento no período anterior. Na comparação anual, a expectativa era de uma queda de 1,1 por cento.

"Essa sexta-feira 13 está fazendo jus ao nome. A Eurostat simplesmente acabou de divulgar números assustadores", afirmou Martin van Vliet, economista do ING.

"O melhor que podemos esperar é que o quatro trimestre marque o pior em termos de ritmo de contração", acrescentou.

Economistas disseram que os números apontam para uma contração do PIB da zona do euro em 2009 entre 2 e 3 por cento. A mediana das estimativas do BCE para o desempenho econômico deste ano é uma contração de 0,5 por cento, com uma margem de variação que vai de queda de 1 por cento a crescimento zero. Novas estimativas, entretanto, serão divulgadas no dia 5 de março.

A Eurostat disse que para todo o ano de 2008, a zona do euro cresceu 0,7 por cento contra 2007, ano em que a economia da região teve uma expansão de 2,6 por cento. O resultado de 2008 ficou pior do que as estimativas da Comissão Europeia, divulgadas em 19 de janeiro, que apontavam para uma expansão de 0,9 por cento da economia da região no ano passado.

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