PIB cresce 3,5% e indica que EUA saíram da recessão

A economia dos Estados Unidos cresceu pela primeira vez nos últimos 12 meses no terceiro trimestre de 2009, entre julho e setembro, segundo dados do Departamento de Comércio americano. O Departamento de Comércio afirmou que o PIB do país cresceu a uma taxa anual de 3.

BBC Brasil |

5%, o ritmo mais rápido desde o terceiro trimestre de 2007, depois de uma contração de 0.7% no período entre abril e junho.

Segundo as informações divulgadas nesta quinta-feira pelo departamento, uma retomada dos gasto dos consumidores e de investimentos na construção de novos imóveis foram determinantes para ajudar a tirar o país de sua pior recessão dos últimos 70 anos.

No entanto, a confirmação oficial dos novos dados ainda precisa ser dada pelo Escritório Nacional de Pesquisa econômica, que vai analisar vários fatores antes de anunciar o fim oficial da recessão.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano, que mede o total de mercadorias e serviços produzidos dentro dos Estados Unidos, ficou acima das previsões de mercado, de 3.3%. A última vez que a economia americana apresentou crescimento foi no segundo trimestre de 2008, quando cresceu 2.4%.

De acordo com o correspondente da BBC em Nova York Matthew Price, economistas americanos já vinham prevendo o fim da recessão no país.

Mas, segundo Price, a grande questão é a sustentabilidade destes números. O governo americano está investindo bilhões de dólares para estimular a economia do país nos últimos meses, mas a fonte desses recursos parece estar secando.

E o correspondente acrescenta que se os americanos quiserem manter os números do crescimento, os Estados Unidos vão precisar incrementar os índices de confiança do consumidor e de queda no desemprego, que atualmente está na casa de 9.8%.

Crescimento 'orgânico'
Os números divulgados pelo Departamento do Comércio mostraram que uma série de fatores contribuiu para o crescimento da economia americana.

O gasto em bens de consumo duráveis apresentou aumento em sua taxa anual de 22.3%. O mercado imobiliário também melhorou com os gastos em produtos para a casa apresentando um crescimento de 23.4%, o maior crescimento trimestral dos últimos 23 anos.

Analistas afirmam que este grande salto foi desencadeado pelo crédito de US$ 8 mil do governo para os americanos que compram um imóvel pela primeira vez.

As exportações americanas também foram marcadas por um aumento de 21.4%, o maior registrado desde 1996.

Por outro lado, o total de gastos do governo aumentou em 7.9%.

Brian Bethune, economista da consultoria IHS Global Insight, diz não acreditar que a taxa de crescimento seja sustentável, pois esta estaria "distorcida por todo o estímulo dado pelo governo".

"O desafio aqui é conseguir o crescimento orgânico - crescimento que não teve ajuda de esteroides fiscais", afirmou.

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