O nadador americano Michael Phelps fez nesta quarta-feira (horário local, noite de terça no Brasil) o que todos esperavam dele nos Jogos Olímpicos de Pequim: história. Phelps conquistou mais duas medalhas de ouro e chegou a cinco na China.

Na carreira, o nadador agora totaliza 11 ouros olímpicos, marca inédita que o torna o maior campeão de todos os tempos nas Olimpíadas.

O americano alcançou a façanha ao vencer a final dos 200m borboleta, com o tempo de 1:52.03, novo recorde mundial. O brasileiro Kaio Márcio terminou a prova em sétimo lugar. A medalha de prata ficou com o húngaro Laszlo Cseh, e o bronze foi para o japonês Takeshi Matsuda.

Pouco mais de 30 minutos depois, Phelps voltou à piscina do Centro Aquático Nacional de Pequim (o Cubo D'Água) e ajudou a equipe americana a conquistar a medalha de ouro no revezamento 4x200m livre com o tempo de 6:58.56.

Assim como nas outras quatro vezes em que Phelps conquistou o ouro em Pequim, o resultado representou a quebra do recorde mundial da prova.

Foi a primeira vez que uma equipe de revezamento nadou o 4x200m em menos de sete minutos. Os americanos terminaram a prova mais de cinco segundos à frente dos russos, que ficaram com a prata. A Austrália terminou com o bronze.

Assim como no revezamento 4x100m, Phelps abriu a prova para a equipe americana. Foi o suficiente para o público perceber que a vitória estava praticamente garantida: o maior campeão olímpico da história terminou os primeiros 200m mais de dois segundos e meio à frente do segundo colocado.

Favorito
Até as mais recentes conquistas de Phelps, outros quatro eram os maiores vencedores da história dos Jogos Olímpicos, com nove medalhas de ouro: os também americanos Mark Spitz (natação) e Carl Lewis (atletismo), o finlandês Paavo Nurmi (atletismo), e a ucraniana Larisa Latynina (que competia na ginástica artística pela ex-União Soviética).

Michael Phelps ainda vai disputar mais três provas em Pequim e é favorito em todas.

Na China, o nadador ainda pode alcançar - ou até ultrapassar - outra marca histórica: a de maior número de medalhas de ouro em uma mesma Olimpíada. O recordista é Mark Spitz, que foi campeão olímpico sete vezes em Munique-1972.

Em Atenas, Phelps já havia disputado oito provas: conquistou seis medalhas de ouro e ficou com o bronze em outras duas.

Agora, em Pequim, o fenômeno da natação americana já conquistou a medalha de ouro nas duas provas em que só tinha o bronze: o revezamento 4x100m livre e os 200m livre.

Phelps só não terá chance de quebrar a marca de maior medalhista dos Jogos Olímpicos. Nesse caso, a recordista é Latynina, que acumulou 18 medalhas em três Olimpíadas: nove de ouro, cinco de prata e quatro de bronze.

O americano, no entanto, pode se tornar o maior medalhista entre os homens. Atualmente, o detentor da marca é o ginasta russo Nikolay Andrianov, que competia pela ex-União Soviética e venceu 15 medalhas olímpicas entre 1972 e 1980 (sete de ouro, cinco de prata e três de bronze).

Se chegar entre os três primeiros em todas as provas que disputar em Pequim, Phelps terá conquistado um total de 16 medalhas.

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