Pfizer paga multa de US$ 2,3 bi por propaganda enganosa

O grupo farmacêutico americano Pfizer, fabricante do Viagra, concordou em pagar uma multa recorde de 2,3 bilhões de dólares por práticas comerciais enganosas, como parte de um acordo extrajudicial, informou nesta quarta-feira o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

AFP |

Esta foi a "mais alta multa aplicada pela justiça americana contra o setor de Saúde", destaca o Departamento.

A multa envolvia especialmente "práticas comerciais fraudulentas" relacionadas ao anti-inflamatório Bextra, retirado do mercado em 2005, em razão de seus efeitos colaterais, particularmente os cardíacos.

Segundo as autoridades, o Pfizer "promoveu o Bextra para vários usos e dosagens que a FDA (autoridade sanitária) não validou em razão de dúvidas sobre os riscos" colaterais do anti-inflamatório.

A multa envolve ainda práticas comerciais abusivas referentes ao Zyvox (antibiótico), ao Geodon (distúrbios bipolares e esquizofrenia) e ao Lyrica (distúrbios nervosos).

"A Pfizer usou pediatras e adolescentes na comercialização do Geodon"; a "FDA havia validado o Geodon para uma faixa etária de 18-65 anos", destacaram os advogados do escritório Kenney Egan McCafferty & Young.

O laboratório "Pfizer pagou regularmente comissões aos pediatras para que promovessem o Geodon", salientou o escritório de advocacia.

O acordo liquida processos penais e civis abertos sobre o assunto. A empresa vai pagar multa de 1,195 bilhão de dólares e uma subsidiária, a Pharmacia & Upjohn, deve desembolsar 1 bilhão de dólares suplementares.

O Departamento de Justiça qualificou o acordo de "histórico" e disse que "ilustra os esforços do governo para proteger os americanos".

A Pfizer é a maior farmacêutica do mundo em termos de vendas.

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