PF diz que narcotraficante colombiano enviou 5 toneladas de cocaína aos EUA

São Paulo, 16 abr (EFE).- A Polícia Federal (PF) afirmou que o chefe do narcotráfico colombiano Néstor Ramón Caro Chaparro, conhecido como El Duro e que foi detido hoje no Rio de Janeiro, usou o Brasil como rota para enviar, em um ano, cinco toneladas de cocaína aos Estados Unidos.

EFE |

Segundo o delegado da PF no Rio de Janeiro, João Luiz Caetano de Araújo, a prisão do narcotraficante "foi muito relevante, pois seu grau de participação com o tráfico era comparável ao de 'Chupeta'", em referência ao também chefe de tráfico colombiano Juan Carlos Ramírez Abadia, preso em São Paulo em 2007 e extraditado em 2008.

"No primeiro momento, ele (Chaparro) tentou manter a identidade falsa, mas, depois, assumiu que era traficante e disse que já sabia que era procurado pela polícia americana", acrescentou o delegado ao dar detalhes da captura durante uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

Chaparro, ex-tenente do Exército colombiano, era procurado pelas autoridades dos EUA, que ofereciam uma recompensa de US$ 5 milhões por sua captura, e chegou ao Brasil pela última vez no último dia 13 de março com um passaporte venezuelano falso, com o nome de Wilson Humberto López Rodríguez.

Araújo afirmou que o narcotraficante esteve várias vezes no Brasil, mas sempre entrou no país com identidades falsas, e que sua atuação estava vinculada a grupos paramilitares colombianos.

As cinco toneladas foram enviadas por 'El Duro' aos EUA por via marítima a partir dos portos do Rio de Janeiro e Santos.

O chefe do Serviço de Inteligência Antidrogas da PF, Cairo Costa Duarte, comentou à Agência Efe que a detenção do chefe de tráfico em um luxuoso apartamento na praia carioca de Copacabana, teve a participação de poucos policiais e "sem nenhum tipo de resistência" por parte do detido.

A prisão, realizada com a participação das policiais antidrogas dos EUA e Colômbia, "foi resultado de um ano de trabalho de inteligência e cruzamento de informações internacionais que nos permitiram conseguir sua delimitação geográfica", apontou o chefe policial.

De acordo com Duarte, junto a Chaparro estava sua mulher, de nacionalidade colombiana, que está com sete meses de gravidez e será escoltada pela PF.

O narcotraficante está preso na Superintendência da PF no Rio de Janeiro e ficará à disposição do Supremo Tribunal Federal (STF), que expediu sua ordem de prisão com fins de extradição.

Este é o segundo golpe ao narcotráfico colombiano esta semana. O primeiro foi a detenção na terça-feira, em Quito, de Ramón Quintero, um dos dez traficantes mais procurados do mundo. EFE wgm/dr/ma

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