Imigrantes seriam do Estado do Pará, segundo três agentes da PF que foram enviados ao México para auxiliar nas investigações

A Polícia Federal (PF) confirmou mais dois brasileiros, do Estado do Pará, mortos no massacre ocorrido em Tamaulipas, no norte do México, em que 72 pessoas foram executadas por narcotraficantes, em agosto deste ano. Com estas duas vítimas sobe para quatro o número de brasileiros assassinados na chacina.

No último domingo, a PF enviou três agentes ao México para auxiliar, juntamente com o Consulado do Brasil no país, as autoridades mexicanas na identificação de possíveis vítimas brasileiras. Na última semana tinham sido identificadas outras duas vítimas de Minas Gerais. A PF não divulgou a identidade dos mortos.

"As identificações ocorreram por impressões digitais e exames odontológicos. Com estes chegam a quatro o número de brasileiros vítimas do crime, já que na última semana tinham sido identificados outras duas vítimas de Minas Gerais", disse a PF em comunicado.

Chacina

Em 24 de agosto, 72 corpos foram encontrados mortos em uma fazenda no norte do México, que vive uma onda de violência do narcotráfico. Pessoas de várias nacionalidades estavam entre os mortos.

Familiares e amigos de cidadãos brasileiros que tenham partido para a região no período do massacre, e que tenham perdido contato desde então com eles, devem entrar em contato com o Núcleo de Assistência a Brasileiros, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio dos números (61) 3411-8804/8805/8818/8809/9718, ou no e-mail: dac@itamaraty.gov.br. As informações podem ser úteis na identificação de outras possíveis vítimas brasileiras no México, segundo o Itamaraty.

Mais de 28 mil pessoas já morreram no México por causa da violência ligada ao narcotráfico desde o fim de 2006, quando o presidente Felipe Calderón assumiu o poder e mobilizou as Forças Armadas numa "guerra às drogas".

Presidente mexicano, Felipe Calderón, lançou guerra contra o narcotráfico logo após posse
Arte/iG
Presidente mexicano, Felipe Calderón, lançou guerra contra o narcotráfico logo após posse
*Com AE e Reuters

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