Petróleo sobe após ameaça de corte pela Rússia

O preço do petróleo subiu um pouco nesta quarta-feira depois que a Rússia disse que poderá seguir a linha adotada pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de reduzir sua produção. A Rússia irá coordenar com a Opep para defender seus interesses, disse o ministro de Energia russo, Sergei Shmatko.

BBC Brasil |

A Rússia, um dos principais exportadores de petróleo do mundo, não é membro da Opep, que irá se reunir no fim desta semana para decidir se vai cortar a produção ainda mais.

O preço do barril do petróleo do tipo leve subiu 23 centavos de dólar, sendo negociado a US$ 51 no início desta quarta-feira. O barril do petróleo tipo Brent subiu 32 centavos, elevando o preço para US$ 50,67.

Na terça-feira, os preços do petróleo caíram mais de US$ 3,50 o barril.

Demanda
Analistas dizem que as últimas medidas adotadas por governos ao redor do mundo para estimular suas economias e o mercado financeiro global têm tido pouco impacto nos preços do produto.

"Muito dinheiro foi injetado no sistema e isso ainda não teve muito impacto ainda", disse Mark Pervan, do banco ANZ, em Melbourne.

Os países exportadores de petróleo temem que a desaceleração da economia mundial reduza dramaticamente a demanda pelo produto.

O preço do barril de petróleo caiu acentuadamente desde o recorde de mais de US$ 147, alcançado em julho.

A Opep, responsável por cerca de 40% da produção mundial de petróleo, reduziu sua produção no mês passado em 1,5 milhão de barris por dia, mas a decisão não impediu que os preços caíssem ainda mais.

Produção russa
Alguns dos integrantes da Opep vêm defendendo que um novo corte seja anunciado na reunião que será realizada no Cairo, Egito, no sábado.

A Rússia tem sido criticada por alguns analistas por aumentar sua produção por vários anos enquanto a Opep estava reduzindo sua produção.

O preço do barril de petróleo produzido pela Rússia está menos de US$ 50, enquanto a previsão no orçamento russo é de US$ 75 o barril neste ano e de US$ 95 para o ano que vem.

A produção russa ficou em 491 milhões de toneladas (3,7 bilhões de barris) em 2007 e ficará no mesmo patamar neste ano, segundo previsão do governo.

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