Petróleo pode ser arma contra EUA e Israel, diz assessor do Irã

TEERÃ (Reuters) - Um assessor da principal autoridade iraniana disse na quarta-feira que o petróleo pode ser usado como arma contra Israel, os Estados Unidos e seus aliados. Não é a primeira vez que a República Islâmica faz tal ameaça. Em 4 de janeiro, um comandante militar sugeriu que os países islâmicos suspendessem as exportações de petróleo para simpatizantes de Israel, em retaliação pela guerra na Faixa de Gaza.

Reuters |

A Arábia Saudita, maior produtor da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), disse logo em seguida que os produtores do Oriente Médio iriam ignorar a proposta do comandante iraniano. O Irã é o segundo maior produtor da Opep.

Em discurso em uma universidade, Yahya Rahim-Safavi, ex-comandante da Guarda Revolucionária e hoje assessor do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, disse que os Estados islâmicos estão prestando "muita atenção" às ações dos EUA, de Israel e de seus aliados.

De acordo com ele, tais países muçulmanos têm "a pesada missão e responsabilidade de defenderem o Islã e a identidade islâmica", disse Rahim-Safavi, segundo relato da agência de notícias local Mehr.

"Usar as capacidades políticas e econômicas dos Estados islâmicos (...), como a ferramenta energética, a arma do petróleo e do gás, e formar um amplo desejo de fechar as embaixadas do regime sionista (Israel) estão entre as ações que podem demonstrar o poder da unidade do mundo islâmico aos cabeças dos infiéis e apóstatas", declarou.

Além de condenar a ofensiva israelense que já matou mais de 900 palestinos na Faixa de Gaza, o Irã enfrenta a oposição de Israel, dos Estados Unidos e de outros países ao seu programa nuclear, suspeito de ser parte do desenvolvimento de armas atômicas. Teerã garante que seu objetivo é apenas gerar eletricidade com fins civis.

(Reportagem de Zahra Hosseinian)

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