Nairóbi, 18 nov (EFE).- O petroleiro saudita Sirius Star, seqüestrado sábado no oceano Índico, está a 5 milhas náuticas (aproximadamente 9,5 quilômetros) do litoral de Eyl, no norte da Somália, informou à Agência Efe Andrew Mwangura, do Programa de Assistência Marítima (PAM), com sede na cidade queniana de Mombaça.

Os piratas que seqüestraram o navio -"entre 30 e 40", segundo Mwangura - já iniciaram negociações com a empresa proprietária, Vela Internacional, que pertence ao grupo da companhia petrolífera estatal saudita Aramco, para libertar a embarcação e seus 25 tripulantes, de diversas nacionalidades.

Ele acrescentou que não tinha notícias do estado dos tripulantes seqüestrados.

Mwangura disse ainda que a embarcação, com 330 metros de comprimento e peso morto de mais de 300 mil toneladas, é uma das maiores do mundo e pode ser vista pelos cúmplices das piratas somalis que o seqüestraram "da costa da região de Puntlandia", no norte da Somália, onde se refugiam estas quadrilhas.

O navio, segundo informação divulgada de Bahrein pela 5ª Frota dos EUA, foi seqüestrado no sábado passado a cerca de 430 milhas (800 quilômetros) ao sudeste do porto queniano de Mombaça, em frente à costa da zona fronteira entre Quênia e Tanzânia.

Piratas somalis que viajavam em lanchas rápidas abordaram o navio, muito longe do litoral da Puntlandia e das águas do golfo de Áden, onde até agora tinham atuado.

A distância do lugar do seqüestro a Eyl é de aproximadamente 900 milhas náuticas (cerca de 1.700 quilômetros), revelando a capacidade destes piratas de fazer abordagens em alto-mar.EFE pa/jp

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