Maracaibo (Venezuela), 13 jul (EFE).- Os chefes de Estado da Petrocaribe, iniciativa de cooperação energética impulsionada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, abrem hoje sua 5ª cúpula extraordinária, com agenda marcada pela incorporação da Guatemala ao grupo, pela análise da crise alimentícia e pelos preços do petróleo.

A Petrocaribe prevê o financiamento em condições favoráveis da fatura petrolífera, que pode ser 40% paga em até 90 dias, e o restante, em um prazo de até 25 anos, com dois de abono.

Chávez, que chegou ontem à cidade de Maracaibo, no oeste da Venezuela, antecipou que o encontro deste domingo discutirá, entre outros assuntos, a segurança alimentar e a situação do mercado petroleiro.

"É impossível que em uma cúpula de hoje em dia não se fale da crise alimentícia que ameaça o mundo. Trata-se de construir soberania e segurança alimentar", disse o presidente venezuelano à imprensa, ao se referir aos temas sobre os quais tratará com os líderes da América Central e do Caribe.

Ao falar sobre à alta mundial dos preços do petróleo, Chávez defendeu o papel desta iniciativa de integração energética, à qual a Guatemala se juntará hoje.

Segundo Chávez, a Petrocaribe "não só ajuda os países no setor econômico, mas os liberta da chantagem das grandes empresas internacionais", que evitam que estes se unam.

A Petrocaribe foi criada em 29 de junho de 2005 a partir do acordo de cooperação energética assinado por 14 países, em reunião de chefes de Estado e de Governo do Caribe, assinado na cidade de Puerto La Cruz (Venezuela).

"Continuaremos fortalecendo a Petrocaribe, que é um instrumento de integração libertadora, porque é para isso que deve existir a integração: para nos unir, para nos libertar dos mecanismos do capitalismo", acrescentou o presidente da Venezuela, país que está na Secretaria-executiva da iniciativa.

Afirmou que continuarão "elaborando fórmulas que aliviem o peso (dos altos preços do petróleo)", e que, além disso, permitam transformar esta situação "em oportunidades para o desenvolvimento integral".

Hoje, a Petrocaribe tem como membros: Antígua e Barbuda, Bahamas, Belize, Cuba, Dominica, Granada, Guiana, Honduras, Haiti, Jamaica, Nicarágua, República Dominicana, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Suriname e Venezuela.

Santa Lúcia, embora seja uma das fundadoras da Petrocaribe, nunca assinou o acordo, mas o atual Governo anunciou esta semana que estuda seriamente a possibilidade de assiná-lo e enviá-lo ao ministro da Indústria e Comércio santa-lucense, Rufus Bousquet. EFE lb/fh

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