Petraeus visita Iêmen um dia após oferecer ajuda contra Al Qaeda

Sana, 2 jan (EFE).- O chefe do Comando Conjunto Central do Exército dos Estados Unidos, general David Petraeus, chegou hoje ao Iêmen para se reunir com as autoridades do país, um dia depois de anunciar a intenção de reforçar a assistência militar ao Governo de Sana.

EFE |

Conforme informou a agência oficial iemenita "Saba", Petraeus reuniu-se com o presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, a quem transmitiu uma mensagem do presidente americano, Barack Obama, sobre a cooperação entre os dois países, "incluída a luta contra o terrorismo e a pirataria".

De acordo com a mesma agência, o chefe militar americano felicitou as autoridades iemenitas por suas operações contra redutos da Al Qaeda nas províncias de Abian e Shabua, que contaram com a assistência tática dos EUA, segundo a imprensa americana.

Saleh elogiou o apoio que o país está recebendo da Casa Branca e reafirmou sua intenção de seguir lutando contra o terrorismo e cooperar com a comunidade internacional.

Participaram da reunião altos cargos do Governo e das Forças Armadas.

Ontem, em Bagdá, Petraeus anunciou que seu país estava disposto a dobrar a assistência ao Iêmen para ajudar ao país a lutar contra Al Qaeda, que fixou o território iemenita como centro de suas operações na Península Arábica.

"Estamos determinados a coordenar e trabalhar com nossos parceiros na região, incluindo o fato de realizar missões especiais", acrescentou.

Mas o chefe militar não detalhou se os EUA se envolverão diretamente na guerra contra Al Qaeda no Iêmen, ou simplesmente vão proporcionar apoio logístico e de inteligência.

O anúncio foi feito dias depois que confirmada a informação que o jovem nigeriano que tentou um atentado contra um avião da companhia americana Delta que aterrissou em Detroit em 25 de dezembro foi doutrinado pela Al Qaeda na Península Arábica.

Conforme disse hoje o presidente Obama, a Al Qaeda estava por trás deste atentado, fato confirmado pelo grupo terrorista, que afirma que a bomba que Umar Farouk Abdulmutalab levava havia sido testada, embora tenha falhado por razões técnicas. EFE ja-ag/dm

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