Peste pneumônica faz mais uma vítima na China

Pequim, 3 ago (EFE).- As autoridades de saúde da província noroeste chinesa de Qinghai informaram de uma segunda morte por um virulento foco de peste pneumônica na cidade de Ziketan, cujos 10 mil habitantes estão em quarentena por causa do contágio.

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O morto, chamado Danzin e de 37 anos de idade, era vizinho da primeira vítima fatal, um pastor de 32 anos que morreu depois que foi descoberto o contágio entre uma dúzia de pessoas nesta cidade da Prefeitura tibetana de Hainan.

Após desenvolver sintomas de febre e tosse, Danzin foi internado no hospital no dia 31 de julho, segundo informaram no final da noite deste domingo as autoridades locais.

Outros dez pacientes contagiados, a maioria familiares da primeira vítima, estão em quarentena mas estáveis, segundo a agência oficial de notícias "Xinhua".

As autoridades sanitárias, que asseguram ter controlado a praga, puseram em quarentena os 10 mil habitantes de Ziketan e seus arredores, e estão desinfetando a região, pouco povoada e de etnia tibetana, e averiguam os pacientes que mantiveram contato estreito com as vítimas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a pneumônica é a mais letal das pestes, uma doença contagiosa entre humanos e animais causada pela bactéria Yersinia pestis, presente em ratos selvagens e em suas pulgas.

A OMS recomenda quarentena para frear esta peste que ataca os pulmões e que se desenvolve em um máximo de três dias, por isso que, para reduzir as possibilidades de morte, tem que ser tratada nas primeiras 24 horas da aparição de sintomas, que são febre, dor de cabeça, problemas respiratórios, fraqueza e tosse com sangue ou cuspe.

Trata-se do segundo foco que a China enfrenta depois que a gripe suína causou mais de quatro mil infecções no país, que aplica estritas medidas para evitar uma epidemia de maiores dimensões. EFE mz/ma

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