Pesquisas revelam que políticas de Obama perdem apoio popular

Washington, 19 jun (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, ainda mantém os índices de popularidade, mas as políticas do líder começaram a perder apoio popular, revelam três pesquisas publicadas esta semana.

EFE |

O canal de televisão "NBC", junto com o jornal "Wall Street Journal", por um lado, a emissora "CBS" e o "New York Times" por outro, e o Pew Research Center fizeram nos últimos dias três pesquisas avaliando os primeiros meses do Governo de Obama.

Cerca de 63% dos consultados na pesquisa de CBS-New York Times aprovaram a gestão de Obama, mas este dado está cinco pontos abaixo da qualificação de abril.

Quando foram perguntados por assuntos específicos, como sua avaliação sobre como está sendo tratada a crise econômica, o apoio baixa para 57%, enquanto só 44% respaldam suas decisões sobre a indústria automotiva.

Já a reforma de saúde que o presidente quer impulsionar recebe 44% de aprovação, enquanto o plano para tramitar o déficit nacional tem 30% de respaldo.

O presidente contou com a aprovação de 61% dos consultados pelo centro Pew, dois pontos abaixo em relação a abril.

Um total de 50% concordam com a maneira como Obama administra a crise econômica, enquanto 47% respaldam as políticas para salvar o setor automotivo, imerso em uma crise que causou a demissão de centenas de empregados nos últimos meses.

Cerca de 58% dos consultados pelo NBC-Wall Street Journal consideraram que Obama deveria trabalhar para manter o déficit em baixa, inclusive se a economia demorar mais que o esperado para se recuperar.

O orçamento deste ano prevê um déficit de cerca de US$ 1,8 trilhão para o ano fiscal 2010, com uma ampla verba destinada a infraestruturas e à geração de emprego para reativar a economia.

Além disso, aproximadamente 70% disseram estar preocupados com políticas que implicam a intervenção do Governo, como a entrada na companhia General Motors (GM) e a reforma do sistema de saúde.

Fora a economia, as duas pesquisas afirmaram que mais de 50% dos consultados rejeitaram a política de Obama de fechar a base de Guantánamo (Cuba), onde estão detidos os suspeitos de envolvimento com atividades de terrorismo internacional.

NBC-Wall Street Journal entrevistou 1.800 pessoas por telefone e a pesquisa tem uma margem de erro de 3,1%, enquanto a CBS-New York Times entrevistou 895 pessoas e possui uma margem de erro de 3 pontos.

O Centro Pew escolheu uma amostra de 1.502 pessoas e sua margem é de 3 pontos. EFE elv/db

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