Washington, 1 out (EFE).- O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, está na frente de seu adversário, o republicano John McCain, em três estados que podem ser cruciais nas eleições de 4 de novembro, segundo várias pesquisas divulgadas hoje.

A pesquisa da Universidade Quinnipiac, realizada antes e depois do debate entre os dois candidatos na semana passada no Mississipi, mostra que o apoio a Obama superou 50% em Pensilvânia, Ohio e Flórida, que em conjunto enviam 68 delegados ao Colégio Eleitoral.

A eleição presidencial nos Estados Unidos se decide no Colégio Eleitoral, um órgão onde cada estado conta com um número de votos proporcional a sua população. Para ganhar, o candidato precisa obter 270 votos entre os representantes de cada estado.

Na Flórida, a enquete constatou apoio de 51% dos entrevistados para Obama e de 43% para McCain; em Ohio 50% para o democrata e 42% para o republicano, e na Pensilvânia 54% para o senador por Illinois e 39% para o legislador do Arizona.

Nas eleições presidenciais de 2000 e 2004, os estados de Flórida e Ohio se inclinaram a favor do republicano George W. Bush. Já a Pensilvânia foi a favor do atual presidente em 2000, porém votou no democrata John Kerry em 2004.

Os pesquisadores da universidade, que tem sede em Connecticut, atribuíram estes resultados "à deterioração da imagem da (candidata republicana à vice) Sarah Palin, e a uma maior confiança dos eleitores na capacidade de Obama em conduzir a economia".

"Nenhum candidato ganhou a eleição presidencial desde 1960 sem vitórias nestes três estados", acrescenta a pesquisa de Quinnipiac.

Uma pesquisa em âmbito nacional realizada pelo diário "The Wall Street Journal", pela rede "NBC" de televisão e pelo site MySpace apontou que 61% dos eleitores jovens se inclinam a favor de Obama, enquanto 30% votariam em McCain.

"Porém, isso não significa que a campanha de Obama pode contar com eles", disse o "Wall Street Journal". Segundo o periódico, "só 49% deles disseram estar muito interessados em votar em 4 de novembro, e 54% afirmaram que não participarão do pleito". EFE jab/rr

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