Pesquisas apontam que obesidade pode estar relacionada com flora intestinal

Valência (Espanha), 7 jul (EFE).- Uma equipe liderada por pesquisadores espanhóis relacionou o peso corporal com um determinado tipo de flora intestinal, em um estudo cujos resultados podem ajudar a desenvolver novas estratégias para combater a obesidade.

EFE |

O trabalho, publicado na revista "Obesity", sugere que a flora intestinal fornece a energia ao organismo e que sua composição influencia na regulação do peso corporal, informou hoje o Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC, na sigla em espanhol).

As novas pesquisas sobre a relação entre componentes específicos da flora intestinal, o estilo de vida e a regulação do peso corporal podem ser "a chave" para avançar no desenvolvimento de novas estratégias nutricionais para prevenir a obesidade.

As novas descobertas também podem ser úteis para avançar no tratamento de irregularidades de metabolismo associadas à composição da flora.

As informações foram concedidas pela pesquisadora do CSIC Yolanda Sanz, do Instituto de Agroquímica e Tecnologia de Alimentos, que participou do estudo onde 36 adolescentes obesos ou com sobrepeso foram submetidos a um tratamento baseado na redução da ingestão energética e o aumento da atividade física durante dez semanas.

O estudo aponta diferenças na resposta dos adolescentes ao tratamento aplicado, pois a maioria experimentou uma perda de peso significativa, mais de quatro quilos, após o tratamento, mas um grupo de 13 adolescentes perdeu menos de dois quilos.

A pesquisa sugere que estas diferenças de resposta podem estar relacionadas, em parte, à composição específica da flora intestinal dos indivíduos.

O grupo que teve uma perda significativa de peso apresentou uma maior proporção de bacteróides e menor de clostrídios (tipos de bactérias intestinais) que o grupo que não experimentou uma redução considerável de peso, antes e depois da intervenção.

A análise da ingestão de energia e a composição da dieta não revelou diferenças significativas entre os grupos. No entanto, a energia total detectada foi superior nos adolescentes que não tiveram uma redução significativa de peso. EFE cbr/pd

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