Pesquisadores suíços recriam um gene resistente ao vírus da Aids

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Genebra conseguiu reproduzir a estrutura de um gene presente num macaco sul-americano e considerado ativo contra o vírus da Aids, segundo estudos publicados pelo Journal of Clinical Investigation, nesta terça-feira. Esta descoberta poderá abrir caminho para novas terapias contra a Aids, segundo os pesquisadores.

AFP |

O gene, descoberto em 2004 no macaco-coruja por um grupo de cientistas americanos da Universidade de Columbia, permite produzir uma proteína que mostrou resistência ao vírus da Aids.

Os pesquisadores de Genebra conseguiram recriá-lo artificialmente, depois de ter descoberto que correspondia à fusão de dois genes humanos. Em seguida, conseguiram dar vida a este novo gene fundido em células sanguíneas humanas.

Também o transplantaram num "rato transgênico" que apresenta as mesmas características imunitárias que um ser humano. Constataram então "que o gene obtido mostrou a mesma potência inibidora contra o vírus que o gene original presente no macaco", segundo a Universidade de Genebra.

"O gene que encontramos pode ser utilizado como uma alternativa para os remédios contra a Aids que algumas pessoas não suportam", explicou à AFP o porofessor Jeremy Luban, que dirige a equipe de Genebra.

"É possível utilizar como um gene terapêutico contra o HIV e ser transplantado em pessoas infectadas pelo vírus", insistiu.

O professor Luban, diretor da equipe americana que descobriu o gene em 2004, prevê também investigar "como este gene bloqueia o vírus da Aids".



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