Pesquisadores franceses testam bebida nutritiva contra o câncer

Paris, 15 nov (EFE).- Uma equipe de pesquisadores franceses estão realizando testes com uma bebida nutritiva que, segundo os primeiros resultados, teria um efeito de diminuição na proliferação das células cancerosas.

EFE |

O diretor do grupo de terapêutica contra o câncer do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, em francês) de Rennes (França), Jacques-Philippe Moulinoux, disse que "nunca foi observado nenhum efeito indesejável, nenhuma toxicidade" por tomar a Castase, que é o nome comercial desta bebida.

Em declarações publicadas hoje pelo jornal "Le Parisien", Moulinoux disse que, embora a Castase, que é um substitutivo alimentar, ainda esteja em fase de testes clínicos em casos de câncer de próstata, digestivos e ginecológicos, diante das descobertas feitas até agora, "mereceria que se colocasse à disposição dos pacientes".

Na primeira fase de testes, com homens que têm câncer de próstata, foi constatado que, na metade dos casos, houve uma estabilização da metástase, em particular a óssea, assim como uma melhora da qualidade de vida dos pacientes e um efeito analgésico.

A companhia Nutrialys Medical Nutrition foi que lançou a comercialização da Castase, que não está catalogada como remédio, mas na França é objeto de reembolso pela Seguridade Social e 500 pacientes o utilizam como complemento dos tratamentos tradicionais durante cinco semanas.

O princípio deste produto é a ausência de poliaminas, moléculas próximas aos ácidos aminados presentes em quase todos os alimentos.

"Quando se demonstrou 'in vitro' há mais de 20 anos que a ausência de poliaminas inibia a proliferação de células cancerosas, dissemos que era extraordinário" para obter tratamentos, disse o diretor da pesquisa.

Mas, nesse momento, "nos demos conta de que, quando as células cancerosas estão bloqueadas no interior (do organismo), eram reguladas para captar poliaminas no exterior, em particular na alimentação", por isso o interesse na Castase.

O produto, para o qual se espera ter resultados da atual fase de testes no próximo ano, permite reduzir o consumo de poliaminas em até 8 mil vezes comparado a uma alimentação convencional. EFE ac/an

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