Pesquisadores estudam novos antibióticos contra bactérias resistentes

Washington, 16 out (EFE) - Os pesquisadores da Universidade Rutgers dos Estados Unidos estão na pista de uma nova classe de antibióticos que permitirá lutar contra as doenças bacterianas, cada vez mais difíceis de combater, segundo um artigo da revista Cell.

EFE |

A descoberta é promissora se for levado em conta que 25% das mortes no mundo todo são resultado de doenças causadas por infecções bacterianas.

Também mais e mais bactérias desenvolveram resistência aos antibióticos conhecidos.

"Durante seis décadas os antibióticos foram nossa maior defesa contra as doenças infecciosas bacterianas", disse Richard Ebright, investigador do Instituto Howard Hughes na universidade, em Nova Jersey, no artigo que a revista "Cell" publicará amanhã.

"Agora esta defesa cai e há uma necessidade urgente de novos compostos antibióticos", ressaltou.

A equipe descobriu três compostos antibióticos que são produtos naturais que certas bactérias usam para combater outras bactérias, denominados no artigo como "myxopyronin", "corallopyronin" e "ripostatin".

Os três compostos impedem a ação de polimerase do RNA, uma proteína essencial em todos os organismos e necessária para a transcrição das instruções genéticas.

Dois dos compostos antibióticos -"myxopyronin" e "corallopyronin"- têm "boas características" contra uma ampla gama de doenças infecciosas, incluindo tuberculose, segundo os pesquisadores.

"A meta mais procurada no tratamento da tuberculose é a redução do curso de tratamento de seis meses a duas semanas, ou seja, que o tratamento da tuberculose seja como o tratamento de outras infecções bacterianas", afirmou Ebright.

"Um tratamento que requer seis meses para uma doença que se encontra principalmente nos países mais pobres, e levando em conta os problemas logísticos da administração desse tratamento no tempo e o espaço, fazem com que a erradicação seja impossível", acrescentou.

"Mas se tivéssemos um curso de tratamento de duas semanas, a logística poderia ser conduzidas e, então, avançaríamos para a erradicação do mal", sustentou o pesquisador. EFE jab/db

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