Pesquisadores descobrem variação genética ligada ao câncer de próstata

Uma equipe de pesquisadores descobriu uma variação genética que seria a origem do desenvolvimento do câncer de próstata, que já era conhecida por desempenhar um papel no funcionamento desta glândula, revela um estudo publicado nesta segunda-feira.

AFP |

Estudos anteriores já haviam permitido identificar certas regiões do genoma vinculadas ao risco de câncer de próstata, mas este novo trabalho vai mais longe, pois explica o mecanismo biológico que torna o risco mais elevado para alguns indivíduos, destaca um artigo publicado nos Anais da Academia Americana de Ciências (PNAS).

Duas pesquisas recentes sobre o genoma identificaram uma variação situada na região do cromossomo 10 que desempenha um papel na expressão do gene MSMB, responsável pela produção de uma proteína que é um marcador potencial do câncer de próstata. Esta proteína é também anti-cancerígena.

Os estudos precedentes haviam revelado que a presença esta proteína caía progressivamente com o desenvolvimento do câncer de próstata.

Na nova pesquisa, especialistas do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA analisaram como esta simples variação genética altera o funcionamento do gene MSMB e o desenvolvimento do câncer.

Para chegar a uma conclusão, os pesquisadores compararam uma região do cromossomo 10 onde certos homens apresentam uma variação genética, a partir de amostras de sangue de 6.118 indivíduos com câncer de próstata e de 6.105 homens que não apresentavam o problema.

Esta análise comparativa confirmou uma relação muito forte entre a variação do gene MSMB e o desenvolvimento do câncer de próstata.

Em seguida, os pesquisadores analisaram como as duas variações mais correntes, chamadas de T e C, afetavam o funcionamento do gene MSMB.

Os especialistas descobriram que a variação T, a mais frequente entre as vítimas do câncer de próstata, está ligada a uma menor atividade do gene MSMB.

As análises também revelaram que a proteína CREB, que desempenha um papel no funcionamento dos genes, está fortemente associada à variação genética C, mas não à variação T.

"A diferença observada entre as variações C e T explicam, em grande parte, a variedade do risco de desenvolver câncer de próstata", concluiu o Dr. Meredith Yeager, do serviço de genética do Instituto Nacional do Câncer (NCI).

"De qualquer forma, serão necessários estudos complementares para se determinar se a variação genética T é a responsável direta pelo câncer de próstata ou se outras variações têm um papel".

js/LR

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