Pesquisadores avaliam capacidade anti-sísmica de monumentos gregos

Atenas, 22 ago (EFE).- Especialistas gregos e japoneses estudarão durante três anos a capacidade anti-sísmica da construção do templo do Partenon na Acrópole de Atenas (Grécia), erguido há mais de 2.

EFE |

500 anos, para contribuir com a preservação de monumentos.

Trata-se de um projeto do Ministério de Cultura grego e da Universidade Politécnica de Atenas que terá início em novembro e pretende garantir a estabilidade dos monumentos antigos após séculos de desgaste.

Costas Zabas, pesquisador do Partenon, explicou à Agência Efe que após 25 anos de estudos do monumento chegou à conclusão que sua estabilidade se deve "à técnica utilizada pelos trabalhadores na hora de colocar os pedaços de mármore e à forma de unir as peças das colunas, que leva à absorção de energia".

Por sua vez, a diretora do serviço de restauração dos monumentos da Acrópole de Atenas, Maria Ioanidu, disse que, para os japoneses que participarão do projeto, existem elementos comuns entre as construções antigas gregas e japonesas e, por isso, eles se interessam em estudar os métodos anti-sísmicos no Partenon.

"O Partenon representa a arquitetura da época e sua qualidade é ótima, está construído sobre boas bases e com um conhecimento da conduta dos materiais de construção como o mármore e o chumbo", afirmou Ioanidu.

O acadêmico japonês que participa da pesquisa Tosikasou Janasatou, em declarações ao jornal italiano "La Repubblica", afirmou que não tem "dúvida de que o templo da Antigüidade ateniense contém o segredo da melhor técnica de construção arquitetônica contra terremotos".

"Queremos ajudar os monumentos da Antigüidade a permanecerem de pé e estamos estudando os métodos utilizados pelos antepassados para aplicá-los nos trabalhos de reparação", declarou Ioanidu.

Ele disse também que a Grécia estuda há muitos anos as qualidades anti-sísmicas do templo do Partenon e que essa informação foi utilizada para a restauração do templo, em desenvolvimento desde 1979.

Ioanidu contou que 80% das intervenções no templo foram feitas em setores que foram recuperados no passado com métodos e materiais errados.

Segundo a restauradora, "ainda não se chegou a uma conclusão final sobre as técnicas que permitiram a estabilidade do templo contra os terremotos", mas, ao que tudo indica, se deve "à qualidade do mármore pentélico e ao método de colocar juntos os pedaços para construir as colunas".

Ela acrescentou que essa técnica é de grande importância para o trabalho que os professores contratados pelo Ministério realizam para restaurar os monumentos da Acrópole. EFE afb/ab/rr

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