Pesquisador estuda diferenças cerebrais entre homem e mulher

Madri, 26 out (EFE) - O pesquisador americano e professor de neurologia pediátrica da Universidade da Califórnia, Richard J.

EFE |

Haier, explicou que, apesar das diferenças físicas, cérebros de homens e mulheres conseguem os mesmos resultados, e afirmou que entender essas diferenças "levará a uma menor discriminação".

Em entrevista à Agência Efe, Haier deixou claro que a inteligência não está apenas na parte frontal do cérebro, mas que são muitas as áreas que trabalham conjuntamente.

"É como uma orquestra", segundo Haier, que acrescentou que a inteligência tem a ver com a "eficiência" do cérebro.

O pesquisador explicou que ele e sua equipe, que trabalha com neuroimagens, colocaram várias pessoas para jogar Tetris, um jogo de computador no qual é necessário encaixar peças com formatos diferentes.

Após o primeiro dia de jogo, essas pessoas foram examinadas e os cientistas perceberam que, para poder jogar, elas usaram todas as áreas do cérebro.

No entanto, após 50 dias de treinamento e uma melhora no Tetris, o cérebro se tornou capaz de selecionar quais zonas ativar mais e quais menos, o que provocou "maior eficiência".

Haier explicou que não existe diferença entre a inteligência de homens e mulheres, mas características físicas "na média" dos cérebros estudados que distinguem os sexos.

Em geral, os homens têm cérebro maior, e as mulheres, mais conexões entre os hemisférios direito e esquerdo.

"O que isso significa, ainda não se sabe", destacou Haier.

"Mas sabemos que essas diferenças" existem e que há pessoas, independentemente do sexo, que são mais inteligentes do que outras, esclareceu o neurologista.

Para Haier, estudioso da inteligência há 20 anos, entender essas diferenças poderá ajudar a compreender o cérebro, a cooperar na reabilitação cognitiva e a diagnosticar precocemente o mal de Alzheimer, entre outros benefícios.

"Há muitas razões importantes e sérias para tentar entender essas diferenças", e, segundo Haier, "o conhecimento dessas diferenças levará a uma menor discriminação, não a mais".

Essa é uma das razões pelas quais o professor emérito da Universidade da Califórnia considera que "o estudo das diferenças entre homens e mulheres é algo sério". EFE ngg/wr/db

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