SEVILHA - O chefe de pesquisas do Instituto Pasteur - que tem a missão de contribuir com a prevenção e o tratamento de doenças -, Fernando Arenzana Seisdedos, disse à Agência Efe que não há pistas claras para uma vacina contra a aids. Arenzana disse que, embora se deva manter a esperança, as pistas mais recentes se dissiparam.

No entanto, o pesquisador, que participou de uma conferência sobre retrovirologia e aids na cidade de Sevilha (Espanha), destacou que os tratamentos para a doença "progridem de maneira espetacular".

Esses progressos puderam ser constatados no aumento e na melhora da sobrevida dos pacientes, destacou o pesquisador, segundo quem o desenvolvimento de novos tratamentos para a doença não foi interrompido.

"A terapia múltipla mudou o panorama do tratamento, que se demonstrou excepcionalmente eficaz", ressaltou Arenzana.

Sobre as últimas pesquisas filogenéticas do vírus da aids, que revelaram que ele é mais antigo do que se supunha, o pesquisador assegurou que não influenciam de forma determinante no que já se sabia sobre o vírus, do qual a comunidade científica tem "um conhecimento profundo".

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