Washington, 29 out (EFE) - O metano, um dos principais gases do efeito estufa que causam a mudança climática, registrou aumento brusco no ano passado, após uma década de níveis estáveis, revelou um estudo divulgado hoje pela revista Geophysical Review Letters. Os níveis na atmosfera desse gás formado por átomos de carbono e hidrogênio (CH4) dobraram nos dois últimos séculos. No entanto, há até pouco tempo acreditava-se que a emissão gerada pelas indústrias era neutralizada pelo grau de destruição do gás na atmosfera. Mas esse equilíbrio se alterou desde o começo de 2007, o que somou milhões de toneladas métricas de metano na atmosfera, segundo Matthew Rigby e Ronald Prinn, cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts e autores do trabalho. O metano é produzido por pântanos, arrozais, pelo gado, pelo gás e pelo carbono emitido pelas indústrias. É destruído na atmosfera pela reação com radicais livres.

"Este aumento do metano é preocupante, pois a recente estabilidade tinha ajudado a compensar o aumento inesperadamente rápido das emissões de dióxido de carbono", disse Drew Shindell, do Instituto Goddard de Estudos do Espaço na Nasa, a agência espacial americana.

O estudo determinou que o aumento dos níveis de metano ocorreu de forma simultânea em todo o planeta, apesar de a maior parte das emissões ter acontecido no hemisfério norte.

Segundo os pesquisadores, isto se deveria a um aumento das temperaturas na Sibéria durante todo o ano de 2007, o que provocou uma maior emissão bacteriana nos pântanos dessa região.

Outra explicação, segundo os cientistas, poderia ser, pelo menos parcialmente, uma queda das concentrações de radicais livres na atmosfera. EFE ojl/db

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