(Embargada até as 23h de Brasília de hoje, 12 de fevereiro) Redação Internacional, 13 fev (EFE).- Por mais que a infecção da dengue tenha graves consequências ao ser humano, o mosquito portador e transmissor da doença é imune à ação do vírus graças à ativação de um sistema de defesa ancestral: a interferência do RNA.

Assim afirma hoje uma equipe de pesquisadores da Colorado State University (EUA) na revista especializada "PLoS Pathogens", onde explicam que esta descoberta abre uma nova linha de pesquisa para frear a transmissão da doença.

Segundo os cientistas, o mosquisto transmissor aedes aegypti é capaz de evitar a infecção do vírus do dengue graças ao desencadeamento de uma potente e imediata resposta imunológica.

Após analisar o RNA de mosquitos adultos, os pesquisadores perceberam que as moléculas responsáveis pela resposta imunológica se sintetizam assim que o vírus do dengue entra no corpo do animal.

Os cientistas descobriram que um aumento da resposta da interferência do RNA evita a infecção do mosquito.

A equipe considera que a manipulação genética desse mecanismo pode ser uma arma poderosa para frear a transmissão do vírus aos humanos.

Essa manipulação teria como objetivo interromper a proliferação do vírus no corpo do mosquito.

No entanto, até agora -e infelizmente para o ser humano-, embora suficientemente poderoso para manter o mosquito imune à doença, esse mecanismo não mata o vírus que ele segue transmitindo.

A dengue e, especialmente, sua forma hemorrágica constituem um problema de saúde pública que afeta 100 milhões de pessoas por ano e para o qual não há vacina nem tratamentos preventivos. EFE vmg/jp

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