Londres, 9 nov (EFE).- O Partido Conservador do Reino Unido apresentou 13 pontos de vantagem sobre o Partido Trabalhista do primeiro-ministro Gordon Brown, em uma pesquisa publicada hoje pelo jornal Sunday Telegraph, e ofuscou, assim, a recente subida da formação governamental.

Segundo a pesquisa de intenções de voto, feita pelo instituto ICM entre 5 e 6 de novembro, 43% dos 1.005 entrevistados apóiam os "tories", contra 30% de apoio para os trabalhistas.

A pesquisa do jornal conservador, que concede aos liberal-democratas um apoio de 18%, foi divulgada após uma série de enquetes nas quais o partido governamental havia reduzido para menos de dez pontos a vantagem dos conservadores.

Essa melhora trabalhista foi interpretada como um aval da opinião pública à gestão de Brown sobre a crise econômica, após uma época de pesquisas que davam aos conservadores de David Cameron mais de 20 pontos de vantagem e que incentivavam uma ameaça de revolta no trabalhismo para derrubar o primeiro-ministro.

A inesperada vitória trabalhista de quinta-feira passada, na eleição parcial de Glenrothes (Escócia), também pareceu ser fruto do chamado "efeito Brown", o que criou rumores sobre uma eventual antecipação das eleições gerais - que devem acontecer antes de junho de 2010 - para aproveitar a boa fase.

No entanto, os resultados da pesquisa do "Sunday Telegraph" traduzidos a eleições gerais concederiam uma maioria de 80 deputados para a formação de Cameron.

Segundo o jornal, a pesquisa "ressalta os perigos" de convocar eleições antecipadas.

O estudo também indica que 40% dos entrevistados acreditam que Cameron pode ter uma relação melhor com o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, do que Brown, que tem apoio de 35% nesse aspecto.

Por outro lado, os entrevistados acreditam que o líder trabalhista é mais competente do que o chefe conservador para conter a crise econômica.

Outra conclusão extraída da pesquisa é a enorme popularidade de Obama no Reino Unido, pois 81% dizem que sua eleição "é uma boa coisa para o mundo". EFE pa/fh/an

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