Pesquisa mostra que franceses acham que Sarkozy não melhorou sua situação

Paris, 19 abr (EFE).- Quase quatro em cada cinco franceses dizem que, um ano depois da eleição de Nicolas Sarkozy como presidente, a situação do país e de seus habitantes não melhorou, segundo uma pesquisa do Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop) para o Journal du Dimanche.

EFE |

Perguntados sobre se, após Sarkozy ser eleito chefe de Estado, há um ano, "a atuação do presidente e de seu Governo permitiu melhorar a situação da França e dos franceses", cerca de 79% dos entrevistados responderam que "não", adiantou à imprensa o próprio jornal.

Somente 21% responderam afirmativamente à pesquisa, que será publicada amanhã e mostra uma queda de Sarkozy. Há seis meses, o índice dos que achavam que não melhorou era de 59%, frente aos 38% que opinavam o contrário.

Outra pesquisa, do mesmo instituto, mostra que a popularidade do chefe de Estado conservador diminuiu um ponto em um mês e ficou em 36% de aprovação à gestão Sarkozy, contra 64% de insatisfeitos.

A aprovação ao primeiro-ministro francês, François Fillon, foi de 52%, uma queda de seis pontos em relação a março.

Na próxima terça-feira, completa-se um ano do primeiro turno das eleições presidenciais de 2007.

Sarkozy acabou vitorioso nesse pleito em relação à candidata socialista Ségolène Royal, após ganhar o segundo e último turno, no dia 6 de maio do ano passado.

Às vésperas desse aniversário e em um ambiente de insatisfação - devido à queda do poder aquisitivo, e de muitos movimentos contestadores e conflitos sociais -, o chefe de Estado tentará defender suas reformas e colocar sua ação em destaque, em um discurso televisionado na próxima quinta-feira.

A entrevista, de 90 minutos, estava programada para a próxima segunda-feira, mas foi adiada por causa da viagem de Sarkozy à Martinica para assistir, amanhã, ao funeral do famoso poeta e político martinicano Aimé Césaire, um dos fundadores de um movimento literário que valoriza a consciência negra. EFE al/an

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