Pesquisa mostra perda de apoio a Obama após 5 meses de gestão

Nova York, 2 jul (EFE).- A alta aprovação ao presidente americano, Barack Obama, entre os americanos caiu levemente nos últimos cinco meses, ao passar de 59% para 57%, informou hoje a Universidade Quinnipiac, no estado de Connecticut.

EFE |

Assim evidenciam os resultados divulgados hoje da enquete mensal elaborada pela Universidade Quinnipiac durante a semana passada com mais de 3 mil eleitores americanos, dos quais 39% estão muito satisfeitos com o modo como vão as coisas nos Estados Unidos, frente aos 30% de três meses atrás.

"Os que preferiam Obama desde o princípio - os democratas, os afro-americanos e as mulheres - ainda gostam dele na mesma proporção", disse o diretor adjunto do Instituto de Pesquisas de Quinnipiac, Peter Brown, em comunicado à imprensa.

"Mas há vários eleitores que inicialmente estavam indecisos e que agora decidiram que (Obama) não é o que queriam", acrescentou.

Acrescentou que "os números caíram entre os independentes, os homens, os católicos e evangélicos brancos, e os republicanos".

"Embora Obama ainda tenha margem para que sua coalizão não se torne politicamente instável, existem grupos e assuntos - especialmente a economia - nos quais se precisa garantir que esta tendência não se prolongará", afirmou.

Por frações políticas, entre os quais a aprovação mais caiu foram os republicanos (21% contra 26% em março), assim como entre os independentes (52% frente a 53%). Entre os democratas, permanece em 90%.

Em qualquer caso, 64% dos eleitores acreditam que Obama está fazendo seu trabalho como eles esperavam (entre os hispânicos, essa opinião é compartilhada por 66%, e, entre os negros, por 55%) e 18% inclusive viram superadas suas expectativas (23% entre os hispânicos e 40% entre os negros).

Sobre os que explicitamente desaprovam a gestão de Obama (que, em conjunto, passaram de 25% a 33%), os republicanos também são os que mais aumentaram (de 54% a 66%), seguidos pelos independentes (de 26% a 37%).

Entre os democratas, a porcentagem variou de 4% para 5%, afirma a mesma enquete.

Por sexos, enquanto a porcentagem dos homens que aprovam sua gestão se mantém em 54%, o dos que a desaprovam aumentou de 29% para 38%.

Entre as mulheres, o total das que o apoiam caiu de 64% para 59%, enquanto o das que o rejeitam subiu de 21% a 29%.

Uma clara diferença é a estabelecida entre os negros, que cada vez aprovam mais a gestão de Obama (de 89% para 94%), e os brancos, entre os quais a aprovação caiu de 55% para 51%, e a desaprovação aumentou em dez pontos, para 39%.

Sobre os hispânicos, 70% apoiam o trabalho do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, dois pontos a menos que há cinco meses.

Em geral, mais da metade da população de qualquer setor racial, religioso ou político considera que Obama está administrando bem a economia e a política externa, com as exceções dos republicanos e dos brancos evangélicos a respeito desse último assunto.

Um dos assuntos que menos convence os americanos é a reforma do sistema de saúde, onde Obama só conta com apoio de 46%, frente a 42% que são contra, o que deve significar "um sinal de alarme para a Casa Branca", segundo Brown. EFE mgl/an

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