Pesquisa liga formação de gelo na Antártida à queda do CO2 na atmosfera

Redação Central, 26 fev (EFE).- A formação das grandes camadas de gelo da Antártida há 33,5 milhões de anos foi causada pela redução da concentração de CO2 na atmosfera terrestre, uma mudança que fez cair a temperatura do planeta.

EFE |

Até agora, as hipóteses sobre a formação dos gelos antárticos indicavam que esse processo não foi acompanhado de uma mudança global da temperatura terrestre.

No entanto, cientistas da Universidade de Yale, Estados Unidos, explicam hoje na revista "Science" que, antes da "expansão dos gelos", as temperaturas a altas latitudes eram 10 graus Celsius mais elevadas do que tinha sido calculado anteriormente.

O pesquisador Zhonghui Liu disse que os modelos de mudança climática desenvolvidos para prever o que aconteceu há 33,5 milhões de anos podem ter subestimado o aquecimento das altas latitudes derivado das altas concentrações de CO2 existentes na atmosfera.

Durante a transição climática desencadeada pelo congelamento da Antártida houve uma redução da temperatura da superfície oceânica de entre 5 e 10 graus nos dois hemisférios.

O resfriamento substancial que ocorreu a altas latitudes dos hemisférios norte e sul aponta para a existência de uma redução no nível de CO2, mais que para uma mudança localizada da circulação oceânica.

Os cientistas chegaram a estas conclusões após calcularem a temperatura da superfície do mar nessa época graças à análise dos sedimentos oceânicos, nos quais se preservam moléculas de plâncton que só poderiam existir a determinadas temperaturas.

A equipe sustenta que o gelo se formou sobre a Antártida em 100 mil anos, uma mudança "repentina" em termos geológicos.

Os pesquisadores descartam que, paralelamente, tenha ocorrido uma expansão de gelo no hemisfério norte. EFE vmg/db

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