Pesquisa genética abre novas possibilidades contra diabetes

(Embargada até as 14h de Brasília) Londres, 6 set (EFE).- Cientistas do Imperial College de Londres identificaram o gene que controla a maneira com a qual o corpo responde à insulina, uma descoberta que abre novas possibilidades ao combate ao diabetes.

EFE |

Os cientistas acham que uma variação genética deste gene está por trás da resistência à insulina, a principal causa do diabetes tipo 2, a variedade mais comum da doença.

Identificar esta variação, destacaram os pesquisadores, ao divulgar hoje seus resultados na edição on-line da revista científica "Nature", permitirá encontrar novos e mais eficazes tratamentos farmacológicos contra o diabetes.

A insulina controla a maneira com a qual as células absorvem a glicose do sangue e a utilizam para gerar energia, mas, no caso do diabetes tipo 2, embora o pâncreas continue produzindo este hormônio, não funciona da maneira adequada.

A variação do citado gene, o primeiro relacionado à resistência à insulina, foi encontrada depois que os cientistas estudaram o DNA de mais de 14 mil pessoas.

Identificaram milhares de variações no código genético associado com a doença e foram descartando até que encontraram a que prevalecia no processo de resistência à insulina.

Esta variação era a que afetava um gene chamado substrato 1 do receptor de insulina (IRS-1), alterando a quantidade de proteína que gerava, e que, consequentemente, provocava a doença.

O professor Philippe Froguel, um dos pesquisadores do Imperial College de Londres, afirmou: "estamos muito esperançosos com estes resultados. É a primeira evidência genética que um defeito na maneira na qual a insulina atua nos músculos pode influir no diabetes".

"Os tecidos musculares precisam produzir mais energia usando glicose do que outros tecidos. Achamos que, desenvolvendo um tratamento para o diabetes que melhore a maneira na qual a insulina funciona nos músculos, poderá ser de grande ajuda para as pessoas que têm diabetes tipo 2", disse Froguel.

Segundo Froguel, outra conclusão deste estudo é que, frente à prática atual de combinar o uso de diversos remédios para controlar a doença, "agora poderão ser desenvolvidos tratamentos mais diretos e com um objetivo mais claro". EFE fpb/an

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