Pesquisa eleitoral mostra trabalhistas britânicos em desvantagem

LONDRES (Reuters) - O Partido Trabalhista, atualmente no comando da Grã-Bretanha, encontra-se a um recorde de 20 pontos percentuais atrás dos conservadores (maior bloco da oposição), mostrou uma pesquisa divulgada pouco antes de o governo do primeiro-ministro Gordon Brown completar um ano.

Reuters |

A pesquisa do ICM, a ser publicada na quarta-feira pelo jornal The Guardian, disse que os trabalhistas obtinham 25 por cento das intenções de voto, ou 2 pontos percentuais abaixo da enquete anterior do mesmo instituto, realizada no mês passado.

Já os conservadores, liderados atualmente por David Cameron, haviam subido 4 pontos, chegando a 45 por cento.

Segundo o jornal, esse é o menor nível de apoio aos trabalhistas desde que o ICM começou a realizar pesquisas do tipo, em 1984 -- 13 anos antes de Tony Blair levar o partido ao poder após quase duas décadas durante as quais limitou-se a fazer oposição.

O Guardian disse que a pesquisa atribuiu aos conservadores seu melhor desempenho em 20 anos e, se os número se confirmarem nas próximas votações, o partido obteria uma vitória tão expressiva quanto aquela conquistada pelos trabalhistas em 1997, ficando com mais de 400 cadeiras no Parlamento.

A bancada dos trabalhistas pode cair para menos de 200 parlamentares -- o que significaria um naco de sua base atualmente majoritária no órgão.

Na sexta-feira, Brown terá completado um ano à frente do governo. O dirigente sucedeu Blair após uma década atuando como um ministro das Finanças aparentemente infalível, produzindo um crescimento econômico constante para o país.

A pesquisa aparece no momento em que o premiê e seu partido enfrentam uma desaceleração da economia, um crescente descontentamento do setor industrial e uma série de gafes da parte do governo devido ao desaparecimento de dados pessoais.

Os índices de aprovação a Brown, altos 12 meses atrás, despencaram.

Isso somado aos resultados desastrosos nas eleições municipais de maio e à perda, em uma eleição de meio de mandato, de uma cadeira trabalhista antes garantida alimentaram rumores sobre uma campanha de parte dos trabalhistas para tirar Brown do posto antes das eleições nacionais, que devem ser realizadas na metade de 2010.

Até agora, no entanto, ninguém apresentou-se para substituí-lo.

(Reportagem de Jeremy Lovell)

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