Pesquisa diz que tuberculose é muito mais antiga do que se acreditava

Washington, 14 out (EFE) - Um estudo feito por cientistas ingleses e israelenses e publicado hoje na internet pela revista PLoS One estabeleceu que a tuberculose é três mil anos mais antiga do que se acreditava até agora.

EFE |

As amostras dos primeiros casos da doença foram encontradas em ossos descobertos em frente às costas de Israel e a análise de seu DNA confirma a teoria de que a tuberculose bovina evoluiu depois da variante humana.

Segundo o estudo, a descoberta aumenta o conhecimento sobre a evolução da bactéria e sobre a forma como esta poderia mudar no futuro.

Os ossos, que acredita-se que tenham pertencido a uma mãe e a seu bebê, foram extraídos do que foi uma aldeia do Neolítico submersa em frente às costas de Haifa, há nove mil anos.

De acordo com Helen Donoghue e Mark Spiegelman, do Centro de Doenças Infecciosas e Saúde Internacional do University College de Londres, a análise do DNA, que estava muito bem preservado, confirmou a existência da tuberculose.

O organismo é "definitivamente a variante humana da tuberculose e se contrapõe à teoria original de que a tuberculose humana evoluiu da tuberculose bovina após a domesticação dos animais", afirmou Donoghue.

Para Spiegelman, a análise desses restos humanos na busca dos marcadores da tuberculose é "muito importante", porque ajuda a compreender a forma como a tuberculose pré-histórica evoluiu.

"Isto, por sua vez, ajuda a melhorar nosso conhecimento sobre a tuberculose moderna e como podemos desenvolver tratamentos mais eficazes para combatê-la", acrescentou. EFE ojl/db

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