Pesquisa diz que trabalhistas seriam derrotados em eleições no R.Unido

Londres, 21 set (EFE) - O Partido Trabalhista britânico seria derrotado pelos conservadores em eleições gerais, segundo indica uma pesquisa publicada hoje pelo dominical The Observer em coincidência com o congresso da legenda, realizado em Manchester.

EFE |

Segundo essa pesquisa, se as eleições fossem hoje, os conservadores de David Cameron ganhariam com uma maioria de 146 cadeiras, o que seria para os trabalhistas uma humilhação similar a que estes infligiram nos adversários em 1997.

O partido de Gordon Brown desapareceria quase do mapa no sul da Inglaterra e só conservaria cadeiras em seus redutos do norte, nas zonas rurais de Gales e em alguns bairros pobres das grandes cidades.

Além disso, oito ministros do atual Governo, entre eles o de Justiça, Jack Straw; o encarregado da disciplina do partido, Geoff Hoon; a titular de Interior, Jacqui Smith; o de Defesa, Des Browne, e a de Transportes, Ruth Kelly, perderiam seus assentos.

O ministro de Assuntos Exteriores, David Miliband, em quem muitos vêem como o político com mais possibilidades de suceder Gordon Brown na liderança trabalhista, sobreviveria, no entanto, à devastação, mas ficaria muito enfraquecido.

A pesquisa afirma que um terço dos potenciais eleitores trabalhistas nas circunscrições nas quais o partido tem, agora, uma pequena maioria estariam mais inclinados a apoiar a legenda se Brown fosse substituído por outro político antes das eleições.

Os resultados indicam que Miliband teria mais chances se desafiasse Brown pela liderança trabalhista antes das eleições gerais, que devem ocorrer o mais tardar em 2010.

O chanceler britânico rejeitou essa possibilidade e declarou publicamente antes do congresso seu apoio a Brown.

Miliband concedeu uma entrevista à revista "Prospect" na qual critica os executivos da City que concedem a si mesmos salários exagerados, o que é interpretado como uma tentativa de ganhar a esquerda do partido.

Quem quiser suceder Brown terá que esperar, no entanto, algum tempo, porque o primeiro-ministro soube aproveitar a atual crise econômica para acalmar seus críticos no congresso trabalhista e se apresentar como o único político com experiência para conduzir o país em um período tão turbulento.

Outra pesquisa publicada hoje pelo "The Independent on Sunday" parece lhe dar razão: sua intervenção na crise fez diminuir para 12 pontos a diferença dos trabalhistas com os conservadores, que, em agosto, era de 21 pontos. EFE jr/db

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