Pesquisa diz que somente Tony Blair poderia fortalecer trabalhistas

Londres, 6 set (EFE).- Uma pesquisa divulgada hoje pelo jornal The Independent mostra que somente o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair poderia melhorar as chances do Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais do país.

EFE |

Com Blair como candidato, os trabalhistas conseguiriam diminuir de 19 para 10 pontos a vantagem dos conservadores em intenções de voto, segundo a pesquisa, elaborada pela empresa ComRes para o jornal.

Liderados por Blair - que não pode voltar a ser líder, porque não é mais deputado -, os trabalhistas conseguiriam 31% dos votos, contra 41% dos conservadores, nas próximas eleições gerais, que devem ser realizadas no máximo em 2010.

Por outro lado, se o atual primeiro-ministro, Gordon Brown, se apresentar como candidato, sua formação obteria 25% dos votos, contra 44% do partido de David Cameron.

Com esses resultados, os conservadores teriam uma vantagem de 182 cadeiras na Câmara dos Comuns.

A boa notícia para Brown, que assumiu o lugar de Blair em junho de 2007, é que nenhum de seus possíveis sucessores consegue melhores resultados que ele.

Dessa forma, tanto o ministro de Exteriores, David Miliband, quanto o de Justiça, Jack Straw, obtêm as mesmas porcentagens de apoio e, com eles como candidatos, os conservadores se mantêm com 44%.

As opções do partido governamental seriam piores ainda se os candidatos fossem o ministro da Saúde, Alan Johnson, ou a número dois do partido, Harriet Harman.

No primeiro caso, a vantagem dos conservadores seria de 21 pontos (44% frente 23% para o trabalhismo), e no segundo, de 22 (45% contra 23%).

O apoio ao trabalhismo cairia ainda mais com o ministro da Educação, Ed Balls, como candidato: ele seria apoiado por 22%, frente aos 44% que optariam pelos conservadores.

A pesquisa, para a qual a ComRes entrevistou mil cidadãos entre os dias 3 e 4 deste mês, aponta outras más notícias para Brown.

Nem ele nem seu partido agradam à metade dos que participaram da pesquisa, mas o primeiro-ministro tem resultado ainda pior: 20% dos entrevistados estão satisfeitos com o trabalhismo, mas não com o líder da legenda, enquanto apenas 8% apóiam Brown, mas não a formação. EFE ep/fh/an

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